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Zappters Protagonistas – Episódio #5: O melhor da vida é aproveitar a vida.

Episódio #5: Thauany Moedano.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa “full remota” focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso último episódio? Confira a história do Gabriel no Episódio #4: A única escolha que eu fiz foi ser eu mesmo

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Nossa entrevistada da semana foi Thauany Moedano, Head de Back-end e Arquitetura da Zappts. 

Thau, para os mais íntimos, cresceu em Itaquera, São Paulo, mas afirma com muita convicção que não é corinthiana. 

Palmeirense de 25 anos, Thau mora há 7 anos em São José dos Campos, cidade onde fica a sede da Zappts.

“Lá atrás eu não sabia que iria estudar Ciência da Computação. Meus pais sempre falavam que Direito era muito legal, que eu ia me dar bem, então experimentei”. 

Ela chegou a fazer um curso técnico em serviços jurídicos e foi nesse momento que descobriu que essa área não era para ela.

“Nossa, eu detestei direito!”

Autointitulada “meio nerd”, Thau procurou por vários cursos de graduação que fizessem sentido para ela, até se apaixonar por Ciência da Computação. 

“Passei na Unifesp em São José dos Campos. Saí de Sampa com o coração apertado, mas certa de que tudo iria dar certo”.

Pouco antes disso, ainda no ensino médio, o avô de Thau sofreu um AVC. Sua preocupação em sair de São Paulo vem daí, pois sua mãe e avó ficaram responsáveis por cuidar dele.

“Lembro como se fosse ontem o sorrisão que o meu avô deu quando eu disse que havia passado no vestibular. Toda a família ficou emocionada.”

Como uma boa estudante recém chegada em uma nova cidade, Thau morou por alguns anos em uma república. 

“Foi uma época de muitas descobertas, principalmente acadêmicas. Fiz iniciação científica, fui representante discente, participei de congressos até tentei jogar futsal, mas falhei miseravelmente”.

Thau nos contou que sempre foi baladeira e que na faculdade aprendeu a jogar bilhar e truco.

“Gosto muito de música. O primeiro show que eu fui foi do Avenged Sevenfold, e o último do Gustavo Lima. Tudo a ver, né?!”.

“Como eu não tinha família em São José dos Campos, meus amigos da faculdade e do trabalho foram minha família por aqui”.

Durante a iniciação científica, Thau se desanimou com a área acadêmica e percebeu que aquilo não estava fazendo sentido para ela.

“Então eu fui buscar um estágio de verdade e consegui. Minha primeira chefe foi a Carla, que também trabalha na Zappts e é Head de Agile”.

Thau lembra até hoje que, durante o estágio, ganhou um bilhete da Carla com uma mensagem que agora leva para a vida inteira.


“Lembro que estava escrito algo do tipo ‘obrigada pela sua postura, nunca se sinta menos do que você é e nunca deixe ninguém te dizer isso’. Tenho o bilhete guardado até hoje”.

Tudo ia muito bem na vida de nossa protagonista até que, em meados de 2018, ela saiu da república e foi morar sozinha.

“Eu havia terminado um relacionamento de mais de 4 anos e muita gente que eu conhecia de São José estava se formando e saindo da cidade. Então me senti totalmente forever alone”. 

Para piorar, a empresa onde Thau trabalhava fez um corte de mais de 30 funcionários, fazendo com que muitas pessoas da sua equipe fossem embora.

“Foi bastante gente embora, pessoas que eu conversava desde o início e que faziam parte não só na minha vida profissional, mas pessoal também”.

Nesse momento, ela foi para um novo projeto dentro da empresa, onde precisava viajar praticamente toda semana.

“Eu ia na segunda-feira e só voltava na sexta. Me sentia ainda mais sozinha. Comecei a me sentir deprimida e logo busquei ajuda profissional de uma terapeuta”.

Thau nos contou que até hoje ela faz terapia, e que isso foi uma das melhores decisões que ela teve na vida: procurar ajuda.

Sem medo de ser feliz, e por orientação da terapeuta, Thau também recorreu à psiquiatria para tratar sua ansiedade.

“A ansiedade ficou tão grande em mim que eu fui buscar ajuda. Fui diagnosticada com TAG, transtorno de ansiedade generalizada”.

“Tava tudo bem com minha família, com o trabalho, mas dentro de mim eu estava bem mal. Aceitar e admitir essa condição foi a coisa mais importante que eu fiz”.

Ela nos contou ainda que sempre tentou adivinhar o futuro e que isso não ajudava muito.

“Eu sempre tentei pensar no que poderia acontecer, e isso gerou ansiedade em mim. Procurar ajuda não me fez louca, mas sim humana por reconhecer minhas limitações”.

Sem dúvida, o bem-estar é uma das coisas mais importantes na vida de uma pessoa, e priorizar a própria saúde é fundamental para ter uma vida com harmonia.

“Antes do tratamento eu sentia que eu não me priorizava. Pouco importava minha saúde mental”.

No meio de toda essa história, no final de 2019, a ex-chefe Carla já estava na Zappts e contou para Thau o que ela estava perdendo em não fazer parte do time. 

“A Carla me disse que eu tinha que trabalhar na Zappts. Então mandei meu currículo e fiz minha entrevista com o Rodrigo em um shopping.”

A vaga era para programação em javascript, node em nuvem, tecnologias com as quais nossa protagonista nunca havia trabalhado anteriormente. 

“Era tudo muito diferente para mim, mas eu topei dar essa virada de 180 graus na minha vida. Foi a melhor decisão”.

Na época, a empresa contava com apenas 25 Zappters, e Thau reencontrou não apenas Carla, mas outros amigos com quem já havia trabalhado antes, como Luciano.

“Na Zappts eu descobri que nuvem era a minha paixão. Nunca gostei muito de programação, mas sempre curti arquitetar e propor soluções para problemas. Então com ajuda da Zappts eu tirei minha primeira certificação em arquitetura de nuvem”.

Thau nos contou que durante a pandemia ela decidiu não morar mais sozinha, e passou a dividir uma casa com mais 3 amigos. 

“Isso foi essencial para mim, pois não me sentia mais tão sozinha e podia dividir minhas dores e felicidades com esses amigos que se tornaram mais do que irmãos pra mim”.

Pois bem,  eis que nossa protagonista “conheceu um carinha” que iria mudar por completo sua vida.

“Eu conheci ele no Tinder, igual a música. Conversamos umas 3 vezes até que saímos para jogar bilhar. O pessoal que morava comigo apareceu no bar e ficou zoando o cara. Pensei que ele nunca mais iria falar comigo”.

Com o tempo, os dois foram parando de se falar. Passaram-se meses e Thau conheceu um novo pretendente. Sim, também no Tinder.

“Sai com esse novo carinha, e adivinha quem estava no bar onde fui conhecê-lo? Sim, o primeiro rapazinho”.

Thau disse um “oi, tudo bem?” e naquele momento percebeu que havia feito besteira em não seguir conversando com o primeiro pretendente.

“No dia seguinte eu mandei um ‘oi, sumido’ pra ele. Voltamos a sair e com o tempo começamos a namorar”.

Hoje, eles moram juntos e recentemente adotaram uma cachorrinha, batizada com o nome de Haru. 

“Animais sempre foram muito presentes na minha vida. Meu avô já teve galinha de angola, ganso, coelho, hamster, porquinho da índia e peixes. Hoje na casa dos meus pais há 8 gatos e 4 cachorros”.

Thau já fez muitos amigos “nas internets”. Na adolescência ela jogava ‘Neopets” e teve até um blog para falar do tema.

“Uma vez, nas férias, fui até o Rio de Janeiro conhecer o pessoal que também jogava Neopets, foi louco. Também já fui pra BH pra conhecer outro pessoal”. 

Nossa protagonista também é pianista, e até deu uma palinha no piano durante o último happy hour da Zappts.

“Sempre adorei filmes musicais, tipo La La Land. Já fiz aula de canto mas percebi que aquilo não era pra mim. Daí tinha um teclado jogado aqui em casa há muitos anos, então decidi aprender”.

Ela começou então a fazer aulas de piano toda semana e ganhou de presente dos amigos um piano digital. Sim, isso que são amigos!

“Foi uma válvula de escape pra mim, ainda mais na pandemia. Não podendo sair de casa, sem poder tomar cerveja e comer torresmo nos bares de São José, encontrei no piano uma paixão”.

Além do piano, Thau também gosta de futebol americano, jogos como magic e xadrez, e ainda tem uma coleção de moedas comemorativas das Olimpíadas do Rio.

“Além disso, eu também amo karaoke. Uma vez até cantei ‘eu dormi na praça’ com um grupo de japoneses”. 

Thau tem diversos sonhos para depois da pandemia, como comprar um terreno e construir sua própria casa.

“Também tenho muita vontade de voltar a viajar. Meu sonho é conhecer as 7 maravilhas do mundo, começando pelas ruínas de Petra”

A Zappts se orgulha demais por ter talentos tão comprometidos e profissionais como a Thau.

Você perdeu nosso 4º episódio? Confira a história do Gabriel no Episódio #4: A única escolha que eu fiz foi ser eu mesmo.

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Arquitetura Monolítica e Microsserviços

Entenda as diferenças entre Arquitetura Monolítica e Microsserviços por meio de análises comparativas, vantagens e desvantagens

Por William Penna, Full Stack Developer da Zappts

Arquitetura monolítica e microsserviços

O tema que trago neste artigo é visto como uma decisão muito importante nos dias de hoje ao arquitetar o desenvolvimento de um sistema.

O que a empresa deve utilizar: Arquitetura Monolítica ou Microsserviços? E se a empresa já possui um sistema monolítico, ela deve fragmentá-lo para microsserviços? 

Nos próximos tópicos, vou compartilhar com você algumas informações que são fundamentais para ajudar a entender sobre o assunto. Acompanhe!

Arquitetura Monolítica e Microsserviços

O que é Arquitetura Monolítica?

Usando uma linguagem não técnica, imagine que o Sistema Solar fosse um único planeta, não tendo vários objetos como os planetas, as estrelas e afins que existem em todo o sistema hoje. Isso seria um monolito. 

Arquitetura Monolítica é um sistema único, não dividido, que roda em um único processo, uma aplicação de software em que diferentes componentes estão ligados a um único programa dentro de uma única plataforma.

Como exemplo, imagine a criação de uma aplicação para uma loja de calçados, onde há os setores de administração, contabilidade e vendas. 

Todos os usuários utilizarão o mesmo sistema, e será preciso que ele esteja dividido em algumas partes, são elas:

  • Autenticação e perfis de usuários (administração, contabilidade, estoque, vendedor);
  • Gráficos para a administração com os dados diários da loja;
  • Compra de produtos;
  • Estoque;
  • Vendas.

Com a visão de um software, agora é a hora de imaginar que todos os itens citados acima estejam em um único projeto, tudo interligado, onde ao subir uma aplicação para o servidor, tudo será disponibilizado junto. 

Se é feita uma alteração no serviço de compras de produtos, todas as outras partes do projeto também terão que subir para o servidor junto com essa alteração.

Vantagens da Arquitetura Monolítica

  • Mais simples de desenvolver: a organização fica concentrada em um único sistema;
  • Simples de testar: é possível testar a aplicação de ponta a ponta em um único lugar;
  • Simples de fazer o deploy para o servidor: a alteração é simplesmente feita e pronto;
  • Simples de escalar: como é só uma aplicação, se for preciso adicionar mais itens, é simplesmente ir adicionando o que for necessário.

Desvantagens da Arquitetura Monolítica

  • Manutenção: a aplicação se torna cada vez maior de acordo com o seu tamanho, o código será cada vez mais difícil de entender e o desafio de fazer alterações rápidas e ter que subir para o servidor só cresce;
  • Alterações: para cada alteração feita, é necessário realizar um novo deploy de toda a aplicação;
  • Linha de código: uma linha de código que subiu errada pode quebrar todo o sistema e ele ficar totalmente inoperante;
  • Linguagens de programação: não há flexibilidade em linguagens de programação. Aquela que for escolhida no início do projeto terá que ser seguida, sempre. Se o desenvolvimento de uma nova funcionalidade exigir outra linguagem de programação, existem duas possibilidades: ou todo o código é alterado ou a arquitetura do sistema precisará ser trocada.

O que são Microsserviços?

Microsserviços é o nome dado a uma arquitetura que estrutura a aplicação criando uma coleção de serviços. 

Quando se fala nesse tipo de arquitetura, basicamente nós pegamos um monolito que seria criado e o dividimos em vários serviços separados e independentes um do outro. 

A ideia é separar os serviços para que cada um acesse uma camada do banco de dados ou somente um acesse algum serviço externo.

Vou usar o exemplo citado anteriormente para deixar o entendimento sobre Microsserviços um pouco mais claro, considerando a criação de uma aplicação para uma loja de calçados. 

Neste caso, a diferença é que cada parte da aplicação será um microsserviço. 

No exemplo abaixo, serão cinco:

  • Autenticação e perfis de usuários (administração, contabilidade, estoque, vendedor);
  • Gráficos para a administração com os dados diários da loja;
  • Compra de produtos;
  • Estoque;
  • Vendas.

Agora, a ideia é imaginar que tudo é separado, um serviço será independente do outro. 

Quando um deploy para o servidor for feito para ser disponibilizado o serviço, serão necessários ser feitos 5 deploys separados e que não tem relação nenhuma um com o outro. 

A ideia é que a divisão desses serviços seja feita de acordo com a arquitetura que está sendo projetada para uma nova aplicação ou para a reestruturação de uma já existente.

Como exemplo de organização, imagine que existam as tabelas de banco de dados relacionadas como produto, cliente e cliente_produto. 

A proposta é que somente o microsserviço de vendas acesse essas tabelas ou o conjunto relacional em que elas se encaixam. 

Se outro serviço que se encontra separado precisa acessar um determinado dado que esteja em uma dessas tabelas (o que acontece com frequência, porque o sistema como um todo é um só), o ideal é que ele se comunique com o microsserviço de vendas para buscar um dado ou salvar um produto por exemplo, fazendo com que tudo fique separado, entre aspas “independente” porque eles se conversam.

Vantagens dos Microsserviços

  • Altamente testável e manutenível: tudo é feito de forma separada e mais rápida;
  • Independência e agilidade: os deploys de cada microsserviço são totalmente independentes e mais rápidos;
  • Objetividade: a organização é feita de acordo com a organização do produto e do negócio;
  • Flexibilidade: é possível dividir em equipes para trabalhar de forma separada e totalmente independente em cada serviço.

É possível também criar cada microsserviço em uma linguagem de programação diferente.

Desvantagens dos Microsserviços

  • Quando a arquitetura do sistema é feita, a divisão dos serviços tem que ser feita com muita atenção e cuidado: isso pode fazer com que se leve um pouco mais de tempo para chegar na divisão perfeita, de forma que no futuro a aplicação não sejam vários sistemas monolíticos separados e com funções que até se repetem;
  • Há replicação de código de resposta ou de infraestrutura, por exemplo: o que existe de padrão em um serviço provavelmente existirá nos outros serviços também;
  • Complexidade no gerenciamento da aplicação: é um ponto a se tomar muito cuidado para que a organização sempre exista mesmo que novas features sejam implementadas no futuro.

Arquitetura Monolítica ou Microsserviços?

As vantagens em fragmentar o monolito

Neste ponto, as perguntas a serem feitas são: como está ou será o sistema monolítico? Ele está crescendo ou irá crescer muito? A manutenção está ficando ou poderá ser cada vez mais complicada? O deploy está cada vez mais demorado ou poderá ficar? Cada deploy que é feito rola um “frio na barriga” para realizar o processo?

Se a resposta para mais de uma das perguntas acima for “sim”, a ideia de fragmentar o monolito começa a fazer sentido. 

Uma aplicação monolítica não é arcaica e também não está ultrapassada. Ainda existem e existirão aplicações que são e serão criadas com a arquitetura monolítica, porque é o que faz sentido. 

Mas, quando a análise é feita, onde o sistema está ou será grande e robusto, a manutenção pode ser uma preocupação para não quebrar o sistema. 

Se os deploys estão demorando ou irão demorar (pelo tamanho da aplicação é possível prever) um tempo acima da média para um monolito e a equipe que desenvolve e/ou faz a manutenção no sistema sofre a cada nova feature ou manutenção, a fragmentação para a arquitetura de microsserviços começa a fazer sentido.

Com a fragmentação, todos os problemas e preocupações serão seguramente amortecidos e, dependendo da maturidade da equipe, totalmente resolvidos. 

Porém, algumas perguntas devem ser feitas antes da decisão ser tomada:

  • A maturidade do time responsável pela aplicação tem o nível desejado?
  • O custo/benefício vai valer a pena?

Colocando esses pontos em interrogação e a resposta sendo afirmativa, a fragmentação faz total sentido.

Conclusão: Arquitetura Monolítica e Microsserviços

Embora a Arquitetura de Microsserviços seja muito bem falada e muito bem avaliada nos dias de hoje, não significa que tudo tem que ser feito dessa maneira. 

A Arquitetura Monolítica foi, é e sempre será muito bem usada. Tudo depende da aplicação e das suas características, do time envolvido no projeto, do tempo disponível para o desenvolvimento e até onde esse trabalho pode chegar. 

Por isso, foram mostradas acima as vantagens e desvantagens de cada uma das arquiteturas, para ajudar na decisão e na escolha mais assertiva quando se está projetando ou refatorando uma aplicação.

Bom, espero que você tenha gostado deste artigo e possa utilizar essas informações sempre que precisar decidir entre Arquitetura Monolítica e Microsserviços.

Eu vou ficando por aqui, mas em breve eu volto com outra publicação no blog da Zappts

Até lá!