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Criando uma documentação para aplicações FrontEnd

Esta é uma republicação do post do blog do Vinnicius Gomes – Senior Frontend Engineer aqui da Zappts.

Nesse post vamos falar sobre como criar uma documentação para uma aplicação FrontEnd de forma simples e intuitiva.

Se você não gosta dos padrões antigos de documentação que nem eu, seus problemas acabaram! 🤩

Hoje vou te mostrar uma ferramenta que vem ganhando bastante espaço na comunidade e no mercado, que é ninguém menos que o Storybook, uma ferramenta Open Source que prepara um ambiente de desenvolvimento para componentes de UI.

Então bora para o que importa 🤓

Ah, antes de começar, eu vou utilizar o Storybook com o React, mas ele da suporte para vários outros frameworks e libs como 👇

Sem mais delongas, vamos para o código:

Vamos criar uma aplicação React utilizando o CRA, rodando o comando:

npx create-react-app my-app

Com o projeto criado, vamos fazer a instalação do Storybook, rodando o comando: npx sb init

Você pode acessar a documentação para saber mais sobre a instalação através desse link.

Depois que a instalação for concluída vai ser criado duas pastas no nosso projeto 👇

Uma pasta chamada .storybook e outra dentro de /src/stories, a pasta .storybook contém as configurações que não vamos abordar hoje, mas você pode ler mais sobre essas configurações na documentação, e também foi criado a pasta /src/stories que vai ser onde vamos escrever nossas histórias.

Vamos rodar o Storybook

Execute o comando npm run storybook e acesse http://localhost:6006 você vai ver uma tela como essa 👇

Isso quer dizer que nosso Storybook foi instalado e está rodando corretamente! 🤩

Agora vamos entender a interface do Storybook

No lado esquerdo da tela, temos a lista de stories. O Storybook criou alguns componentes de exemplo.

Clicando no componente de botão, vamos ver algo parecido com isso 👇

Onde é renderizado o componente, e na parte inferior temos um menu com algumas opções que podemos interagir com o componente e ver o seu funcionamento.

No menu superior temos uma opção Docs, clicando nela vai ser aberto a documentação do componente 👇


Agora vamos criar uma nova Stories

Para começar, fiz uma limpa na pasta stories deixando somente a introdução e os assets 👇

Vamos criar um simples componente de Alert, então pra isso vamos criar 3 arquivos 👇

Como o foco desse post não é criar um componente, vou pular essa parte, o código do componente está disponível nesse repositório.

Nosso componente de Alert ficou assim 👇

Agora vamos criar a Storie, para isso crie um arquivo Alert.stories.js 👇

Calma, sei que tem bastante coisa ai, mas vou te explicar as partes importantes!

Linha 6–16: Aqui estamos criando a configuração default da nossa Storie, definindo um title, apontando o componente e definindo os args padrões. Na linha 10 estamos defindo que a props type vai ser exibida como um select na tela do Storybook recebendo um array de opções:

Linha 17: Estamos definindo nossa Story

Linha 19: Aqui estamos definindo as props para o componente Default, que vai receber um title e uma message

E o resultado vai ser esse 👇

E pronto, é simples assim 🎉

Vamos adicionar as outras variantes do nosso Alert 👇

A diferença aqui é que foi adicionado a props type dentro do args, automaticamente o Storybook vai listar todas as variantes do componente 👇

O arquivo Alert.stories.js final ficou assim 👇

// Alert.stories.js
import React from "react";

import Alert from "./Alert";

export default {
  title: "Alert",
  component: Alert,
  argTypes: {
    type: {
      control: "select",
      defaultValue: "default",
      options: ["default", "info", "success", "danger", "warning"],
    },
  },
};

export const Default = (args) => <Alert {...args} />;
Default.args = {
  title: "Alert example",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

export const Info = (args) => <Alert {...args} />;
Info.args = {
  title: "Alert example",
  type: "info",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

export const Success = (args) => <Alert {...args} />;
Success.args = {
  title: "Alert example",
  type: "success",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

export const Danger = (args) => <Alert {...args} />;
Danger.args = {
  title: "Alert example",
  type: "danger",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

export const Warning = (args) => <Alert {...args} />;
Warning.args = {
  title: "Alert example",
  type: "warning",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

E pronto, criamos nossa primeira Storie, simples né?! 😎

Caso você queira rodar a aplicação na sua maquina, você pode acessar o repositório nesse link.

Zappters Protagonistas – Episódio #2: Uma desenvolvedora bailarina e crossfiteira

Episódio #2: Carol.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa “full remota” focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso episódio de estreia? Confira a história do Cláudio no Episódio #1: A única deficiência que existe é o preconceito.

Quer conhecer nossas vagas? Então, clique aqui.


“Sou um ser humano meio esquisito”. Assim começou o papo com nossa entrevistada da semana, Carol Zaglia. Ela foi uma das primeiras Zappters da empresa.

“Conheci a Zappts enquanto estava cursando Análise e Desenvolvimento de Sistemas na FATEC de São José dos Campos. Tinha um mural na universidade e um anúncio em destaque de uma vaga de estágio”.

Carol nos contou que nessa época, 2015, a empresa ficava muito longe de sua casa e era necessário pegar 2, às vezes até 3 ônibus para chegar ao trabalho. Neste primeiro escritório, que comportava umas 4 pessoas no máximo, foi onde tudo começou.

“Tive o privilégio de ter todo meu estágio acompanhado pelo Rodrigo, sócio da empresa. Ele que me desenvolveu e me ensinou praticamente tudo. Toda a base de programação que eu tenho hoje é graças a ele.”

Nossa Zappter Protagonista fez de tudo um pouco na empresa. Ela iniciou o estágio como desenvolvedora mobile iOS, mas em pouco tempo já foi para Android. Nesta época a empresa estava dando seus primeiros passos e ainda não possuía grandes projetos.

“Costumo dizer que ‘era tudo mato’. Sentia que estava fazendo parte de um embrião da empresa, que logo daria muitos frutos. Acabando o estágio, fui contratada. E tenho a honra de dizer que fui a primeira CLT da Zappts!”

Correria que só ela, assim que foi contratada recebeu uma proposta para ir trabalhar no INPE – Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais.

“Fui fazer a entrevista sem expectativas pois tinha acabado de ser contratada na Zappts. Meu esposo já trabalhava lá, então acabei aceitando a proposta, mas fiquei com o coração na mão pois eu sempre amei a Zappts.”

De desenvolvedora mobile, Carol foi para a área de testes e lá acabou fazendo de tudo um pouco: trabalhou no departamento de processamento de imagens e em diversos outros projetos.

“Eu ficava louca. Tinha 3 computadores diferentes na minha mesa, aprendi muito sobre sistemas operacionais, documentação e a resolver bugs malucos de bibliotecas de terceiros. Mas eu nunca perdi o contato com o Rodrigo, até que ele me chamou para voltar à Zappts.”

Depois de pouco mais de 2 anos no INPE, Carol fez jus ao ditado “a boa filha a casa torna”.

“Quando eu voltei pra Zappts, a empresa já tinha umas 15 pessoas. Recomecei como desenvolvedora front mobile, mas também fiz de tudo um pouco. Trabalhei com front-end web, back-end e no meio de tudo isso fazia algumas coisas de design.”

Carol nos contou que nessa época o que ela queria mesmo era ir para área de UX e UI, especificamente a de design de aplicações mobile. Com a chegada do Mike, ucraniano e nosso Head de Frontend, e do Roque, nosso Head de UX, Carol além de desenvolver seu inglês, pode aprender muito sobre sua paixão: o Design.

“Mesmo sem formação em design eu abracei aquela oportunidade e fui estudando por conta própria. Eu sempre fui desenvolvedora, mas eu gostava muito de UI, principalmente de explorar questões relacionadas à experiência do usuário durante sua jornada digital”.

Já se passaram 3 anos desde que Carol voltou à Zappts. Nesse tempo a empresa saltou para mais de 100 colaboradores, até que chegou a COVID.

“No início da pandemia foi bem doido. O Pablo (sócio da empresa) se antecipou muito e falou pra gente ir trabalhar de casa antes mesmo do lockdown. Ele sempre foi muito democrático e aberto a sugestões.”

Até então nunca tínhamos trabalhado de maneira 100% remota, e em uma reunião com toda e empresa definimos de que maneira faríamos o home office funcionar. A partir de estudos e ouvindo a sugestão de todos, definimos as regras do trabalho remoto e o que seria necessário para desenvolvermos nosso trabalho da melhor maneira possível.

Carol, assim como outras pessoas, aproveitou o isolamento social para desenvolver novas habilidades: a fotografia.

“Eu tenho uns mil hobbies, mas sempre amei fotografia. Até que chegou a pandemia e eu tomei vergonha na cara e comecei a estudar de verdade. Bem nessa época uma amiga fazia projetos com mulheres empreendedoras e precisava de uma fotógrafa, e eu fui lá ajudá-la.”

Nossa Zappter Protagonista contou que já fotografou o brechó de outras amigas e hoje trabalha como fotógrafa no tempo livre. Porém, esse não é o único hobbie de Carol. Por muitos anos ela fez dança. Sua mãe, Dona Marli, trabalhava na recepção da escola de dança, e seu tio, André, era professor da escola.

“Quando era criança eu gostava muito de dançar. Já fiz ballet, contemporânea, dança do ventre, mas o que eu gostei mesmo foi dança de salão. Fui até professora por um tempo. Já são mais de 15 anos na dança.”

Carol nos contou que era uma criança bastante tímida e introvertida e que foi graças à dança que ela superou o desafio de se relacionar com outras pessoas. Com seu lado artístico sempre aflorado, Carol não parou por aí e desenvolveu outras habilidades.

“Desde pequena, e eu continuo pequena, gostei de experimentar coisas novas. Sempre curti muito pintar e customizar roupas, tanto que cansei de dar de presente aos meus amigos as roupas que eu customizava. Até cueca eu já desenhei.”

Nossa entrevistada também já fez crochê, tear, patchwork e até se arriscou pro lado da música.

“Já tentei tocar bateria, pois tenho um tio baterista. Tentei também violão, mas meu negócio é escutar música, não produzi-la. hahaha”

Nossa Zappter Protagonista é bem eclética quando o assunto é música. De emo ao funk, seu repertório agrada todos os gostos.

“Na adolescência eu era do rock, era bem emo. Já fui até metaleira. Hoje eu escuto funk quando preciso me concentrar. Quem dança e ouve funk não consegue ficar parado.”

Surpreendentemente, a Carol também é crossfiteira e, durante a pandemia, precisou se reinventar para manter as atividades físicas em dia.

“Crossfiteiro não carrega pneu, começa por aí. Eu e meu marido montamos um box de crossfit para treinar em casa durante a pandemia. Essa é a nossa maneira de extravasar.”

Agora adivinha o nome que a Carol e seu marido Matheus, que também é desenvolvedor, deram para o seu Golden Retriever? BUGGY! Sim, Buggy! O cachorro ganhou esse nome tão representativo no universo da tecnologia da informação.

Atualmente Carol se aventura no universo do minimalismo, tentando viver com apenas o necessário e doando todo o resto.

“Depois que casei eu percebi como eu tinha coisas que nunca usava. Hoje eu só tenho uma cômoda, por exemplo. Minha meta no início da pandemia era transformar o meu armário e comecei a doar praticamente todas as minhas roupas.”

Conversando um pouco sobre família, Carol nos contou que seu apreço de hoje pelo minimalismo é uma consequência da maneira como ela consumia no passado.

 “Eu não venho de uma família rica, nunca tive muito dinheiro, mas a minha mãe sempre me deu de tudo e praticamente me criou sozinha, pois meu pai saiu de casa quando eu tinha 10 anos. Meu tio me dava os presentes caros e acabei ficando meio consumista.”

Ao ser perguntada sobre momentos marcantes e de superação em sua vida, Carol nos contou sobre a história de um professor da faculdade.

“Havia um professor na faculdade que me zuava muito. Eu era uma das únicas meninas na turma, então imagina… Ele vivia falando que meu trabalho de conclusão seria um robô que dançasse, por causa do meu amor pela dança. Ele nunca me levou muito a sério”

Coitado do professor!

“Mas por fim, meu TCC ficou impecável, e ao término da apresentação esse professor veio pedir desculpas pra mim e reconheceu que meu projeto tinha sido um dos melhores daquele semestre”.

O projeto em questão era um aplicativo de celular para pessoas interessadas em eventos políticos. No app seria possível ver e marcar manifestações, além de pesquisar por todos os políticos de todas as esferas do poder.

Para finalizar, Carol deu conselhos para pessoas que querem seguir a área de UX e UI.

“Se preocupem menos com o que as outras pessoas falam, pois se eu tivesse ido na influência dos outros eu nunca teria ido para a área de desenvolvimento e UX.”

“Se você tem vontade de conhecer algo, por mais obscuro e nebuloso que seja, não tenha medo de arriscar e tentar, tentar e tentar. Até conseguir.”

Pedimos para Carol escolher uma imagem ou meme que mais a representasse, e o resultado foi esse!

Você perdeu nosso episódio de estreia? Confira a história do Cláudio no Episódio #1: A única deficiência que existe é o preconceito.

Conheça nossas vagas clicando aqui.

O novo normal e o novo profissional de TI

Transformação Digital, desafios e oportunidades: entenda a nova realidade para os profissionais da tecnologia

Por Roque Sales, CX & UX Manager da Zappts

O novo cenário de atuação para os profissionais de TI apresenta desafios e oportunidades, tanto para quem já trabalha como aos que desejam ingressar na área. 

Tudo por conta dos avanços acelerados pela Transformação Digital, que impulsiona a criação de soluções interativas para negócios, de forma a otimizar a experiência do usuário com aplicações práticas e seguras. 

Neste contexto, o “novo normal” está relacionado diretamente ao que as empresas TI esperam dos profissionais e como elas estão direcionando suas atividades para o nível de excelência, algo que, consequentemente, exigirá competências específicas e multidisciplinares.

O novo normal e o novo profissional de TI

O conteúdo deste artigo aborda os seguintes assuntos:

  • O novo mercado de trabalho que se forma impulsionado pela Transformação Digital;
  • Os desafios da aprendizagem contínua;
  • Teoria U e Taxonomia de Bloom;
  • Mudanças na área de TI e oportunidades.

Compartilhar conhecimentos, experiências e perspectivas. Em meio à tantas novidades promovidas no universo digital, é preciso manter-se atualizado e apto para atuar em um cenário cada vez mais tecnológico e multifacetado. 

O novo normal

Diversos acontecimentos têm acelerado a Transformação Digital nas empresas, como o próprio avanço da tecnologia, o desenvolvimento de aplicativos e o aumento do e-commerce são apenas alguns fatores que configuram o que muitos estão chamando de “o novo normal”.

Mas esse conceito ganhou força no primeiro semestre de 2020, em função dos impactos da pandemia do novo coronavírus, COVID-19, em todos os setores da sociedade. Com o isolamento social como medida de evitar a propagação do coronavírus, empresas precisaram aplicar estratégias digitais para a continuidade dos negócios e segurança de seus colaboradores. 

Os meios e modos de trabalho, negócios e interações humanas estão sendo modificados continuamente, mas é com a tecnologia que essas mudanças são acentuadas, e por isso, o novo normal apresenta-se cada vez mais digital, interativo e intuitivo. 

Antes da pandemia do novo coronavírus, o Home Office já funcionava para muitas empresas, mas estudos apontam que o trabalho remoto deve crescer até 30% após o período de isolamento social e retomada das atividades.

Dessa forma, empresas 100% Home Office devem surgir nos próximos anos ou migrar para a modalidade remota, como é o caso do Twitter. 

O CEO da rede social, Jack Dorsey, informou por meio de comunicado interno que a possibilidade de trabalhar em casa será permanente, mesmo após o fim da pandemia do novo coronavírus.

E qual a importância da tecnologia nisso tudo?

A importância da tecnologia é total nesse “novo normal” que se configura, especialmente para as empresas, que precisam manter seus sistemas seguros, confiáveis e interativos para gerar produtividade e negócios. 

Com a pandemia do novo coronavírus, restaurantes fechados continuaram servindo seus clientes por meio de aplicativos de pedidos e delivery. Escolas tiveram que adaptar aulas presenciais para o online e escritórios passaram a funcionar remotamente, tudo a partir do uso de canais, ferramentas e soluções digitais. 

Os aprendizados gerados pela crise da Covid-19 partem de práticas decorrentes da Transformação Digital, um modelo de negócio usado por organizações para se adequarem ao digital, e no processo de implementação, a organização torna-se moldada pelo digital”. 

Segundo estudo liderado pela Dell Technologies (2019) estima que 85% dos trabalhos que existirão em 2030 serão novos, diversas profissões irão desaparecer, e segundo líderes empresariais entrevistados, 84% espera que seus colaboradores sejam especialistas digitais, e ainda 50% não consegue imaginar como serão os próximos 15 anos do seu segmento.

O relatório, publicado em 2017, aponta que a sociedade deve entrar em uma nova fase de relacionamento com as máquinas nas próximas décadas, e dessa relação, as principais mudanças serão:

  • A tecnologia funcionará como uma extensão das pessoas e ajudará no gerenciamento das atividades cotidianas;
  • As empresas utilizarão tecnologias baseadas em dados para buscar os talentos com as competências adequadas ao redor do mundo;
  • As pessoas terão de aprender em tempo real. As mudanças serão tão rápidas que novas indústrias serão criadas, e assim, novas competências serão requeridas.

Falar do novo normal também requer uma abordagem sobre o profissional que atuará no cenário digital, os desafios e as oportunidades que surgem com o desenvolvimento de tecnologias disruptivas e novas formas de produzir soluções inovadoras e intuitivas. 

Os desafios da aprendizagem contínua 

A internet promove acesso ao conhecimento ao criar uma ambiente que permite compartilhar conhecimento por meio de sites, mídias sociais e canais digitais. 

Se por um lado temos mais condições de aprender acessando conteúdos disponíveis na Web, por outro precisamos filtrar o volume de informações que são apresentadas diariamente na rede.

A aprendizagem contínua é uma cultura em que o foco está na capacidade de empregabilidade para a vida toda em vez de no emprego para a vida toda.

Ou seja: com a aprendizagem contínua, o profissional investe na capacitação necessária para atuar em cargos e empresas diferentes, desenvolvendo competências pessoais e técnicas ao longo de sua carreira.

Portanto, a aprendizagem contínua não se torna um desafio pela escassez de conteúdo, mas pela necessidade de identificar novas ferramentas e práticas alinhadas ao cenário profissional multidisciplinar e tecnológico.

Para entender essa realidade, vamos a um exemplo: os modelos novo e antigo de aprendizagem. 

No modelo antigo, o professor era “detentor do conhecimento”, ou seja, uma espécie de canal para o entendimento de teorias, conceitos e, consequentemente, o desenvolvimento de competências. 

Com o advento de novas tecnologias, meios de comunicação e a facilidade de acesso aos conteúdos digitais, o professor passou de detentor para mediador do processo de aprendizagem, facilitando a conexão dos alunos à rede de aprendizagem por meio de práticas inovadoras e vivências que aproximam a prática da teoria. 

Teoria U 

Por falar em teoria, você certamente já teve contato com algum estudo sobre aprendizado e produtividade, e como estamos falando do “novo normal”, é pertinente compartilhar aqui a Teoria U, que vem justamente de encontro com o assunto deste artigo. 

Ela foi criada por Otto Scharmer, economista americano e professor do MIT. Otto elaborou uma teoria que fornece caminhos para desenhar e conduzir profundos processos de aprendizado coletivo diante de cenários incertos, possível de ser aplicada a qualquer tipo de organização, inclusive num nível individual.

Essência da Teoria U: “presence” (presença) + “sensing” (sentindo) = “habilidade de sentir e trazer ao presente o melhor futuro potencial de alguém”.

Na imagem abaixo, podemos ver os sete passos da Teoria U:

Design Thinking
Fonte: Blueprint

A Teoria U trata de uma jornada. Nela, nos movemos em direção ao mundo externo para depois nos conectarmos ao mundo interno e desenvolvermos a criação de um novo mundo, baseado na clareza de propósito, produtividade e cooperação.

Taxonomia de Bloom

A Teoria U é uma excelente ferramenta para conectar-nos com quem somos por meio da compreensão do nosso passado, ao mesmo tempo em que nos conectamos com o futuro.

Num nível de compreensão mais “microscópico” a Taxonomia do Conhecimento de Bloom pode ser uma excelente ferramenta de apoio ao auto- conhecimento.

Consiste em uma estrutura que organiza hierarquicamente os objetivos educacionais, de acordo com três domínios principais:

  • Domínio cognitivo: conhecimento, compreensão e o pensar sobre um problema ou fato (aplicação, análise, síntese, avaliação);
  • Domínio afetivo: trata de reações de ordem afetiva e de empatia (recepção, resposta, valorização, organização, internalização de valores);
  • Domínio psicomotor: trata de habilidades relacionadas com manipular ferramentas ou objetos (percepção, resposta conduzida, automatismos, respostas complexas, adaptação e organização).

De forma resumida, a Teoria U e a Taxonomia de Bloom estão relacionadas à definição de propósitos para a aprendizagem e como o processo de aquisição contínua de conhecimento pode se dar de maneira produtiva, conectando o indivíduo a um caminho que “faça sentido” para que a transformação (no melhor sentido da palavra), de fato, ocorra

Mudanças na área de TI e oportunidades

O setor de tecnologia está em constante mudança, com o surgimento de novas ferramentas de trabalho, processos ágeis e serviços inovadores.

Essa realidade tem exigido cada vez mais dos profissionais: mais conhecimentos, mais habilidades e mais criatividade, tudo isso ligado a um cenário de desafios e muitas oportunidades. 

As fronteiras entre as áreas de negócios e tecnologia estão cada vez são mais tênues, com Inteligência Artificial, Data Science e IOT em ascensão. 

Além de todos esses fatores, não podemos deixar de mencionar a evolução constante de Desenvolvimento de Software, integração de sistemas e segurança, em processos mais dinâmicos.

Falando de mudanças e oportunidades no setor de TI, chegamos a um ponto fundamental de discussão: o perfil do profissional “mais disputado”. Então, vamos começar falando de soft skills.

Toda profissão exige competências técnicas específicas, que são adquiridas com estudo, desenvolvimento de projetos, pesquisas, treinamentos e muitos outros processos. 

Porém, é muito importante que além desse tipo de preparo, o profissional também busque aprender soft skills, que são habilidades e competências relacionadas ao comportamento humano. 

Quer um exemplo de soft skill extremamente importante para qualquer área: inteligência emocional. Sim, saber lidar com as próprias emoções e usar a energia para algo produtivo são grandes diferenciais para o alcance de objetivos, a colaboração no trabalho em equipe e o estímulo da criatividade.

Acabei citando mais duas soft skills muito buscadas em profissionais de TI (colaboração e criatividade), então, aqui vão mais algumas que merecem atenção e investimento:

  • Pensamento analítico: capacidade de sugerir soluções e ideias inovadoras, além de resolver problemas complexos por meio do raciocínio e da lógica.
  • Liderança: está relacionada ao poder de inspirar e ajudar os outros a se tornarem profissionais melhores, assumindo responsabilidades e descobrindo potencialidades no trabalho em equipe. 
  • Diversidade e inteligência cultural: respeito e compreensão sobre as individualidades de cada um, buscando uma aproximação de novas culturas e visões de mundo. 

Mentalidade de crescimento, tomada de decisão, comunicação e adaptação são outras soft skills muito valorizadas em setores caracterizados pelo trabalho em equipe e que estão em constante evolução. (TI se encaixa perfeitamente nesse cenário, não é mesmo?).

Outra mudança muito significativa no novo cenário para profissionais de TI é o trabalho com Squads Remotos, uma forma de ampliar as possibilidades de produção com times formados por profissionais de cidades, estados e países diferentes, todos trabalhando nos mesmos projetos. 

Um fato interessante é que cada vez mais as empresas têm ações de retenção e atração além do salário e plano de carreira, e portanto, valorizam os colaboradores que demonstram vontade de crescimento. 

Assim, muitos benefícios e condições são oferecidos, como o trabalho remoto, ambiente de descompressão e eventos de troca de experiências, que são oportunidades enriquecedoras para quem está começando e também, quem possui know how para compartilhar.

Por fim, algumas dicas para quem está se preparando para ingressar na área de TI ou buscando novos desafios profissionais, diante desse novo normal:

  • Invista ao máximo em conhecimento: seja um profissional multidisciplinar e esteja disposto a aprender sem mais;
  • Cultura organizacional: entenda as diferenças de costumes como algo agregador e some ao time trazendo um pouco da sua bagagem acadêmica e em outras experiências no ambiente profissional;
  • Desenvolva a criatividade: a busca por profissionais criativos é cada vez mais intensa. Problemas todas as empresas têm, e as soluções surgem de ideias inovadoras, que nascem da vontade de fazer a diferença somada ao propósito de agregar valor ao produto ou serviço desenvolvido. 

Conclusão

Como você pode conferir , o novo normal exigirá mais entrega e busca do profissional por qualificação, preparo e adaptação às constantes mudanças do mercado, e a pergunta que tenho a fazer agora é: Are you ready for this?

Espero que tenha gostado desse conteúdo e possa utilizá-lo como guia em sua jornada profissional, que certamente, terá muitos desafios e grandes oportunidades. 

Confira no vídeo sobre o tema tratado aqui “O novo normal e o novo profissional de TI”, e até o próximo artigo!

Design Sprint Remoto – Será que funciona?

 Acompanhe o artigo e saiba como realizar o Design Sprint Remoto

 Por Roque Sales, CX & UX Manager da Zappts

 Design Sprint Remoto

 Design Sprint tem tudo a ver com inovação. Podemos dizer que é um sistema ou método passo a passo para resolver grandes problemas e testar grandes ideias.

 Esse método foi criado pelo Google em 2016, tendo como idealizador o designer Jack Knapp. Ele basicamente pegou todo o mindset e filosofia do Design Thinking e consolidou em um processo de 5 dias, criando assim o método que conhecemos como Design Sprint.

O processo é aplicado para testar ideias e validá-las antes do desenvolvimento da solução. Dessa forma, é possível testar um protótipo com usuários reais e ter um retorno da sua funcionalidade e experiência de uso.

E a materialização da ideia no Design Sprint é construída em equipe com profissionais de áreas diferentes da empresa, que solucionam juntos os desafios e resultados de cada etapa do processo.

 Design Sprint

Design Sprint e Design Thinking

 O Design Sprint é baseado no Design Thinking e podemos entendê-lo pela seguinte definição:

 “Design Sprint é um processo de cinco dias para resolver grandes problemas de negócios por meio do design, prototipagem e teste de ideias com clientes” – Jack Knapp.

 Design Sprint Tim Brown, designer e autor do livro “ Design Thinking – Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim Das Velhas Ideias” (2009), define o Design Thinking como uma abordagem centrada no ser humano para inovação, que se baseia no kit de ferramentas do designer para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades da tecnologia e os requisitos para o sucesso dos negócios”.

Design Thinking corresponde, assim, às ferramentas e combinações de design para a criação e inovação, pressupondo que o profissional conheça e saiba como aplicá-las em projetos.

 

 Design Thinking

 Design Sprint é o passo a passo, tal como uma receita. Corresponde a um processo definido em etapas, nas quais o Design Thinking está incorporado.

 O processo

 O processo de Design Sprint tem começo, meio e fim.

 São 5 dias de trabalho em equipe, com profissionais de diferentes áreas envolvidos no desenvolvimento da solução.

 No primeiro dia, é feito o mapeamento do problema/desafio, por meio de entrevistas e do levantamento de necessidades da empresa. É a parte da coleta de informações que dão base para a definição do objetivo do processo.

No segundo dia, começam a ser elencadas as possibilidades e ideias de como o problema/desafio pode ser solucionado. O time “literalmente” desenha as estratégias e soluções.

Depois, no terceiro dia, a equipe escolhe qual ideia será trabalhada por meio de um protótipo. Essa escolha é realizada em forma de votação, para que todos participem e contribuam com argumentos e análises. 

O quarto dia é dedicado para a criação do protótipo, considerando a jornada do usuário. O protótipo é testado e validado por usuários reais, e então, o processo de Design Sprint é concluído, com a entrega da ideia de um produto ou solução em um prazo de 5 dias.

Dessa forma, o Design Sprint “tangibiliza” uma ideia e dá respostas sobre a sua aplicação.

Benefícios do Design Sprint

A ideia do Design Sprint é trabalhar e validar uma ideia em um curto espaço de tempo. Após a realização de testes, é possível ter uma visão se vale a pena continuar o seu desenvolvimento.

Como resultado, a empresa consegue planejar o investimento na solução e pode considerar uma perspectiva de experiência do usuário.

Sem falar nos insights gerados nos primeiros dias do processo. A quantidade de conteúdos e ideias compartilhadas podem ser de grande utilidade para a criação de projetos e melhorias.

Outro benefício do Design Sprint é o trabalho colaborativo, reunindo profissionais de diferentes áreas em torno de um mesmo propósito.

Assim, a empresa trabalha sua identidade e conta com as percepções de seus colaboradores para criar produtos e serviços únicos. Isso fará uma grande diferença na escolha do usuário final.

Design Sprint Remoto

 Design Sprint Remoto Zappts

 

Como fazer Design Sprint Remoto?

O Design Sprint é um processo desenvolvido por meio do trabalho em equipe.

O grande desafio do Design Sprint Remoto é manter a energia, interação e conexão do time ao longo das etapas. Além disso, o uso de algumas ferramentas tornam essa possibilidade viável

E falando em ferramentas, serão necessárias basicamente duas para fazer o Design Sprint Remoto. São elas as de videoconferência, para a comunicação e interação, e witheboard, para o trabalho colaborativo.

Respectivamente, utilizamos o Zoom e o Miro como ferramentas no processo de Design Sprint Remoto. 

Agora, vamos a algumas observações muito importantes:

Quantidade de participantes

O Design Sprint é realizado com uma equipe multidisciplinar. No modo remoto, o ideal é realizá-lo com no máximo 7 participantes, garantindo produtividade e organização na condução do processo.

Manter a câmera ligada o tempo todo

A câmera deve estar ligada durante a realização das etapas do Design Sprint, para uma visão da participação de todos os envolvidos e percepção do entendimento sobre os objetivos do processo. 

Tempo de duração das atividades 

No modo remoto, é importante definir o tempo de duração das atividades para que o Design Sprint não se torne um processo cansativo. É legal incluir exercícios “quebra gelo”, ou seja, dinâmicas e interações que promovam o entrosamento dos participantes, como por exemplo, pedir para que alguém conte uma curiosidade sobre si que os demais não saibam.

Acordo de participação

As possibilidades de distração no Design Sprint Remoto são muitas.

Estar online, próximo ao celular e no ambiente doméstico são fatores que podem desviar a atenção do processo, por isso, a dica é que, logo no início, no primeiro dia do Design Sprint, todos façam um acordo, ou “contrato”, de como seguirão ao longo de todo o workshop, por exemplo, mantendo o foco, a atenção e o engajamento sem julgamentos, e que participarão mantendo as câmeras ligadas e outros dispositivos desligados, contribuindo em todas as etapas.

Papel do facilitador

Um bom facilitador será de vital importância para o sucesso do Design Sprint Remoto.

Conduzindo as atividades, motivando as participações e orientando sobre a conclusão de cada etapa do processo. O facilitador deve saber com propriedade como o Design Sprint funciona e como aplicá-lo.

Um dos objetivos de um facilitador é garantir que a equipe esteja tendo discussões proveitosas, que toda a equipe está sendo entendida, respondendo às perguntas certas e que tudo está acontecendo dentro do tempo ideal.

Um bom facilitador deve:

  • Garantir que toda a equipe é produtiva e presente;
  • Guiar o time em pontos difíceis de tomada de decisão;
  • Ajudar a visualizar seu projeto com uma nova perspectiva;
  • Alavancar uma variedade de ferramentas para obter respostas concretas.

Sobretudo, a responsabilidade do facilitador no processo de Design Sprint Remoto é de manter a energia e conexão entre os participantes, pois esse fator será o grande diferencial para que, de fato, a equipe produza o melhor resultado possível para a solução do problema/desafio proposto. 

 

Design Sprint Remoto Zappts

Legenda: equipe de UX da Zappts junto ao time da Anheuser-Busch InBev, facilitando uma sessão de Design Sprint Remoto.

Conclusão

O tema deste artigo está em formato de pergunta e questiona sobre a funcionalidade do Design Sprint Remoto. Pois bem …

Com base nas experiências que tivemos e dos resultados obtidos, posso dizer que “SIM”! O Design Sprint Remoto funciona, e conforme apresentado, configura uma alternativa que pode ser extremamente interativa e produtiva. 

É importante as dicas sobre a quantidade de participantes, o tempo das atividades e todas as outras que listei, pois, no modo remoto, o facilitador terá papel fundamental para a que o resultado do processo seja satisfatório, e mais ainda: que produza nos participantes um sentimento de colaboração e importância para o time. 

Espero que você tenha gostado de saber um pouco mais sobre Design Sprint e Design Thinking e que este conteúdo possa, de alguma forma, ajudar na efetivação dos seus projetos com design e soluções. 

Eu vou ficando por aqui, mas antes, tenho uma sugestão para você: o conteúdo deste artigo está disponível em formato de vídeo. Confira abaixo e saiba mais sobre Design Sprint Remoto. Abraço e até a próxima 👋