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Zappters Protagonistas – Episódio #6: Da fábrica para o desenvolvimento de software.

Episódio #6: Lucas Santos.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa 100% remota focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso último episódio? Confira a história da Thau no Episódio #5: O melhor da vida é aproveitar a vida.

Quer conhecer nossas vagas? Então, clique aqui.


Nosso entrevistado da semana foi o Lucas Santos, desenvolvedor front-end mobile da Zappts. 

Durante o ensino médio, Lucas estudava mecânica e tinha o sonho de trabalhar em uma famosa fábrica da região de São José dos Campos. 

“Ao terminar o colégio, fiz curso técnico em mecatrônica e consegui meu tão sonhado posto na linha de produção de uma indústria.”

Ele nos contou que era um trabalho muito duro. 

“Eu trabalhava 6 dias por semana, acordava às 5 horas da manhã e vivia cansado.”

Lucas percebeu então que era hora de sonhar mais alto, e se dedicar aos temas relacionados à computação, sua paixão desde menino.

Nosso Zappter Protagonista fez vestibular e passou para uma faculdade privada da região para estudar Ciência da Computação. 

“O curso não era barato e o dinheiro era curto, o que me fez descontinuar o ensino superior.”

Mas será que isso desanimou nosso protagonista? Não.

Com muita determinação e empenho, Lucas, em seus plenos 23 anos, começou a fazer cursinho para garantir uma vaga em uma instituição pública, gratuita, e de muita qualidade da região do Vale do Paraíba.

“Eu voltava do trabalho e ia pro cursinho. Lembro que tomava cápsula de cafeína e guaraná pra aguentar essa maratona de trabalho braçal durante o dia e estudo à noite.”

“Quando passei no vestibular fiquei muito feliz. Fui o primeiro da minha família a cursar o ensino superior.”

Lucas nos contou que foi muito difícil convencer sua família, em especial seu pai, quando decidiu largar seu emprego para focar na faculdade. 

“Na época era algo inimaginável eu largar meu emprego pra focar nos estudos, mas depois que eu consegui meu primeiro emprego, meu estágio na Zappts, toda a minha família percebeu que valeu a pena aqueles anos de sacrifício.”

Nosso protagonista teve muita dificuldade com cálculo, reprovado 2 vezes na faculdade.

“Matemática Discreta era até que de boa, mas Cálculo… difícil viu?!“

Lucas nos contou que sempre foi muito introvertido, o que o prejudicou um pouco para fazer amigos durante a faculdade.

“Sempre fui meio nerdão, jogador de videogame raiz, sabe?”

Fã de jogos eletrônicos, Lucas tem uma tattoo do triforce, do Zelda, na perna.

De Atari à Playstation, nosso protagonista já jogou de tudo nessa vida.

“Joguei muito Super Nintendo, Wii e PlayStation. Sou da época em que se alugava fita de jogos na locadora. Já tive Atari, Mega Drive, mas o forte mesmo sempre foi o PS (PlayStation).”

Grande jogador de Age of Empires, WarCraft, The Sims, Counter-Strike (Dust 2 é seu mapa preferido), Lucas até hoje joga, porém de maneira mais moderada do que antes.

“Depois do PS2 os jogos começaram a ficar mais caros, então ficava difícil acompanhar essa evolução. Por outro lado, joguei bastante no computador também.”

Lucas nos contou que sempre foi um “menino de lan house”, e foi nesses ambientes que descobriu sua paixão por computação.

“Na lan house era onde eu conseguia fazer amigos, onde falavam minha língua.”

Durante a faculdade, Lucas ficou sabendo que a Zappts estava com uma vaga aberta para desenvolvimento mobile, o que o interessou muito.

“Um amigo da faculdade já era um Zappter e me contou da vaga. Eu mandei meu CV, conversei com o Rodrigo e comecei aqui na Zappts em dezembro de 2016.”

Nessa época, a empresa contava com cerca de 10 pessoas.

Hoje, julho de 2021, a empresa conta com mais de 100 Zappters distribuídos em 14 estados do Brasil.

“A Zappts me deu a oportunidade de aprimorar não só meus conhecimentos técnicos em programação, mas também minhas softskills.”

Tímido, pouco falante, Lucas teve a oportunidade de interagir com os clientes da Zappts e assim acabou melhorando sua comunicação.

“Eu tinha muita dificuldade de me expressar bem, mas foi graças ao relacionamento direto com os clientes da Zappts que eu pude desenvolver isso em mim.”

Nosso Zappter Protagonista nasceu em Jacareí e na época do estágio dividia apartamento com seus amigos da faculdade. 

“Éramos 3 pessoas, eu e mais um de Jacareí e outro de Minas Gerais. Com o tempo cada um foi conquistando um emprego em uma região diferente e só sobrou eu.”

Hoje, Lucas mora sozinho, realizando assim mais um sonho, depois de muita luta e dedicação.

“Eu já estava conseguindo controlar melhor minhas finanças, então foi tranquilo vir morar sozinho. Quase sozinho né? Porque minha namorada está quase sempre aqui comigo.”

Na Zappts, Lucas teve a oportunidade de passar por diversas áreas, acumulando habilidades tanto no front como no back-end.

“Eu brincava que eu era o severino aqui da Zappts. Comecei no Android, depois fui pro iOS, tive oportunidade de aprender front web também e até um pouco de back-end e middleware, APIs.

Ele nos contou que uma das coisas de que mais gosta na Zappts é o fato de poder ter contato diário com os clientes, realizando o acompanhamento dos projetos de perto.

“Já participei de Design Sprint apoiando com a parte técnica também. Passei por várias áreas, mas meu foco sempre foi mobile. Agora tô estudando um pouco de flutter.”

Hoje, Lucas tem um iPhone e um Android, sua linguagem de programação preferida é o Kotlin, depois de Swift, obviamente.

“Eu brinco com o pessoal que Xiaomi não presta, mas faço isso pra provocar mesmo, porque tem gente que é fã de carteirinha da marca.”

Lucas comentou que, durante um projeto, o “dark mode” não estava funcionando apenas nos aparelhos da Xiaomi, e descobriu que o sistema operacional dos aparelhos impedia essa funcionalidade no app que estava sendo desenvolvido.

“Sou fã de iOS porque não precisamos achar tantas exceções como é o caso do Android, especialmente em aparelhos Xiaomi.”

Quando o assunto é música, nosso protagonista assumiu que tem um perfil musical bem comum ao mundo da tecnologia da informação.

“Eu gosto de rock, né? Mas escuto de tudo um pouco. Ultimamente escuto bastante MPB e RAP também.”

Lucas já tentou tocar baixo na adolescência, mas aceitou que seu negócio não era fazer música, e sim escutá-la.

“Comecei com Charlie Brown, Legião Urbana. Depois fui pro Linkin Park, Slipknot, até chegar no Iron Maiden, Metallica e Halloween. Então eu fui pros clássicos, tipo Deep Purple.”

Com saudade de ir a um show, Lucas comentou que já foi a vários concertos de bandas brasileiras e que não vê a hora de a pandemia passar para voltar a sair.

“Lembro que, quando eu tinha uns 12 anos, fui ao show do Dead Fish. Foi bem louco.”

Lucas também curte muito cinema e já assistiu a todos os filmes da Marvel.

“DC não, DC acabou pra mim depois do Super Homem. Marvel é mais divertido. O Fukuda aqui da Zappts só me indica filme ruim, e eu sempre indico coisa boa pra ele.”

Nosso protagonista também gosta de ficção científica, não só nos filmes mas também nos livros.

“Tô lendo hoje Blade Runner, que o Luciano me emprestou. Preciso devolver o livro pra ele.”

Nosso Zappter sonha em continuar seus estudos na área de mobile e em poder ajudar a solucionar problemas desse universo.

“Aqui na Zappts eu tenho a oportunidade de continuar estudando e me aperfeiçoando sempre. Acho que é isso que me fez completar 5 anos de empresa, essa possibilidade de me tornar um profissional cada vez melhor.”

A Zappts se orgulha demais por ter talentos tão comprometidos e profissionais como o Lucas!

Você perdeu nosso 5º episódio? Confira a história da Thau no Episódio #5: O melhor da vida é aproveitar a vida.

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Mudanças na atualização do React 18 – Parte #1

No começo do mês de junho a equipe React anunciou o plano para o React 18.

Diferentemente da última versão que não trouxe muitas melhorias, essa versão está repleta de coisas novas e mudanças consideráveis.

Pois bem! Nesse momento está disponível apenas a versão ALPHA, mas isso já é o bastante para ativar nossa curiosidade e sair explorando as novidades que vem por aí.

Preparei um template para essa série de artigos onde irei apresentar as novas funcionalidades do React.

Agora, caso você queira explorar, poderá entrar nesse repositório e fazer um clone do template do React 18 ALPHA.

Nessa série de artigos veremos o que mudou em API Root, Strict Mode, Automatic Batching, Concurrent Mode (Concurrent Rendering), SSR de streaming e Suspense e o que á de novo startTransition, useDeferredValue e SuspenseList.

API Root

A nova API Root é a porta de entrada para os novos recursos .

Ela estará disponível juntamente com a API Root legada, assim as aplicações poderão ser migradas cada qual no seu tempo.

Se eventualmente você queira acompanhar essa discussão da equipe React, é só acessar aqui.

A grande novidade aqui é a disponibilização do createRoot, que mudará um pouco a sintaxe de como iniciamos nossas aplicações.

Modo antigo:

import { render } from "react-dom";
import { App } from "./App";

render(<App />, document.getElementById('root'))

Modo novo:

import { createRoot } from "react-dom";
import { App } from "./App";

const container = document.getElementById('root');

const root = createRoot(container);

root.render(<App />);

Percebeu? Note que a raiz e a aplicação estão separadas, isso traz facilidade para implementar futuras atualizações.

Devido às dificuldades de sincronização em aplicações com server-side render, outra mudança que a API Root trouxe foi eliminar a função hydrate do render, que agora passa ser uma opção de configuração do createRoot.

Modo antigo:

import { hydrate } from "react-dom";
import { App } from "./App";

hydrate(<App />, document.getElementById('root'))

Modo novo:

import { createRoot } from "react-dom";
import { App } from "./App";

const container = document.getElementById('root');

const root = createRoot(container, {hydrate: true});

root.render(<App />);

Ou ainda, temos a opção da função do hydrateRoot, que ao contrário do createRoot, não será necessário chamar a função render.

import { hydrateRoot } from "react-dom";
import { App } from "./App";

const container = document.getElementById('root');

const root = hydrateRoot(container, <App user="Zappts" />);

Você deve ter notado que o hydrateRoot ao contrário do createRoot, aceita como segundo parâmetro um componente JSX.

Isso acontece porque a renderização inicial da árvore de elementos do lado do cliente deve corresponder a do lado do servidor.

Agora, se você busca renderizar novamente a aplicação, pode fazer sem ter a necessidade de criar um novo container, apenas utilizando a variável que foi instanciada na criação.

//...
const root = hydrateRoot(container, <App culture="Sawabona" />);
/*
	Ação necessaria para atualização
*/
root.render(<App culture="Shikoba"/>);

Após o lançamento do React 18, aplicando essa pequena mudança, temos acesso a muitas melhorias e novas funcionalidades.

Irei apresentá-las nos próximos artigos.

Espero que você esteja tão ansioso quanto eu para essa atualização.

Se ficou alguma dúvida ou quer saber mais sobre algo que mencionei nesse artigo, ou apenas para dizer o que achou, não deixe de escrever nos comentários, isso vai ser muito importante para que eu possa trazer conteúdos relevantes.

Muito obrigado por ter lido até aqui e até o próximo capítulo.

Esse artigo foi desenvolvido por Tadeu Agostini, desenvolvedor front-end Web da Zappts.

Zappters Protagonistas – Episódio #5: O melhor da vida é aproveitar a vida.

Episódio #5: Thauany Moedano.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa “full remota” focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso último episódio? Confira a história do Gabriel no Episódio #4: A única escolha que eu fiz foi ser eu mesmo

Quer conhecer nossas vagas? Então, clique aqui.


Nossa entrevistada da semana foi Thauany Moedano, Head de Back-end e Arquitetura da Zappts. 

Thau, para os mais íntimos, cresceu em Itaquera, São Paulo, mas afirma com muita convicção que não é corinthiana. 

Palmeirense de 25 anos, Thau mora há 7 anos em São José dos Campos, cidade onde fica a sede da Zappts.

“Lá atrás eu não sabia que iria estudar Ciência da Computação. Meus pais sempre falavam que Direito era muito legal, que eu ia me dar bem, então experimentei”. 

Ela chegou a fazer um curso técnico em serviços jurídicos e foi nesse momento que descobriu que essa área não era para ela.

“Nossa, eu detestei direito!”

Autointitulada “meio nerd”, Thau procurou por vários cursos de graduação que fizessem sentido para ela, até se apaixonar por Ciência da Computação. 

“Passei na Unifesp em São José dos Campos. Saí de Sampa com o coração apertado, mas certa de que tudo iria dar certo”.

Pouco antes disso, ainda no ensino médio, o avô de Thau sofreu um AVC. Sua preocupação em sair de São Paulo vem daí, pois sua mãe e avó ficaram responsáveis por cuidar dele.

“Lembro como se fosse ontem o sorrisão que o meu avô deu quando eu disse que havia passado no vestibular. Toda a família ficou emocionada.”

Como uma boa estudante recém chegada em uma nova cidade, Thau morou por alguns anos em uma república. 

“Foi uma época de muitas descobertas, principalmente acadêmicas. Fiz iniciação científica, fui representante discente, participei de congressos até tentei jogar futsal, mas falhei miseravelmente”.

Thau nos contou que sempre foi baladeira e que na faculdade aprendeu a jogar bilhar e truco.

“Gosto muito de música. O primeiro show que eu fui foi do Avenged Sevenfold, e o último do Gustavo Lima. Tudo a ver, né?!”.

“Como eu não tinha família em São José dos Campos, meus amigos da faculdade e do trabalho foram minha família por aqui”.

Durante a iniciação científica, Thau se desanimou com a área acadêmica e percebeu que aquilo não estava fazendo sentido para ela.

“Então eu fui buscar um estágio de verdade e consegui. Minha primeira chefe foi a Carla, que também trabalha na Zappts e é Head de Agile”.

Thau lembra até hoje que, durante o estágio, ganhou um bilhete da Carla com uma mensagem que agora leva para a vida inteira.


“Lembro que estava escrito algo do tipo ‘obrigada pela sua postura, nunca se sinta menos do que você é e nunca deixe ninguém te dizer isso’. Tenho o bilhete guardado até hoje”.

Tudo ia muito bem na vida de nossa protagonista até que, em meados de 2018, ela saiu da república e foi morar sozinha.

“Eu havia terminado um relacionamento de mais de 4 anos e muita gente que eu conhecia de São José estava se formando e saindo da cidade. Então me senti totalmente forever alone”. 

Para piorar, a empresa onde Thau trabalhava fez um corte de mais de 30 funcionários, fazendo com que muitas pessoas da sua equipe fossem embora.

“Foi bastante gente embora, pessoas que eu conversava desde o início e que faziam parte não só na minha vida profissional, mas pessoal também”.

Nesse momento, ela foi para um novo projeto dentro da empresa, onde precisava viajar praticamente toda semana.

“Eu ia na segunda-feira e só voltava na sexta. Me sentia ainda mais sozinha. Comecei a me sentir deprimida e logo busquei ajuda profissional de uma terapeuta”.

Thau nos contou que até hoje ela faz terapia, e que isso foi uma das melhores decisões que ela teve na vida: procurar ajuda.

Sem medo de ser feliz, e por orientação da terapeuta, Thau também recorreu à psiquiatria para tratar sua ansiedade.

“A ansiedade ficou tão grande em mim que eu fui buscar ajuda. Fui diagnosticada com TAG, transtorno de ansiedade generalizada”.

“Tava tudo bem com minha família, com o trabalho, mas dentro de mim eu estava bem mal. Aceitar e admitir essa condição foi a coisa mais importante que eu fiz”.

Ela nos contou ainda que sempre tentou adivinhar o futuro e que isso não ajudava muito.

“Eu sempre tentei pensar no que poderia acontecer, e isso gerou ansiedade em mim. Procurar ajuda não me fez louca, mas sim humana por reconhecer minhas limitações”.

Sem dúvida, o bem-estar é uma das coisas mais importantes na vida de uma pessoa, e priorizar a própria saúde é fundamental para ter uma vida com harmonia.

“Antes do tratamento eu sentia que eu não me priorizava. Pouco importava minha saúde mental”.

No meio de toda essa história, no final de 2019, a ex-chefe Carla já estava na Zappts e contou para Thau o que ela estava perdendo em não fazer parte do time. 

“A Carla me disse que eu tinha que trabalhar na Zappts. Então mandei meu currículo e fiz minha entrevista com o Rodrigo em um shopping.”

A vaga era para programação em javascript, node em nuvem, tecnologias com as quais nossa protagonista nunca havia trabalhado anteriormente. 

“Era tudo muito diferente para mim, mas eu topei dar essa virada de 180 graus na minha vida. Foi a melhor decisão”.

Na época, a empresa contava com apenas 25 Zappters, e Thau reencontrou não apenas Carla, mas outros amigos com quem já havia trabalhado antes, como Luciano.

“Na Zappts eu descobri que nuvem era a minha paixão. Nunca gostei muito de programação, mas sempre curti arquitetar e propor soluções para problemas. Então com ajuda da Zappts eu tirei minha primeira certificação em arquitetura de nuvem”.

Thau nos contou que durante a pandemia ela decidiu não morar mais sozinha, e passou a dividir uma casa com mais 3 amigos. 

“Isso foi essencial para mim, pois não me sentia mais tão sozinha e podia dividir minhas dores e felicidades com esses amigos que se tornaram mais do que irmãos pra mim”.

Pois bem,  eis que nossa protagonista “conheceu um carinha” que iria mudar por completo sua vida.

“Eu conheci ele no Tinder, igual a música. Conversamos umas 3 vezes até que saímos para jogar bilhar. O pessoal que morava comigo apareceu no bar e ficou zoando o cara. Pensei que ele nunca mais iria falar comigo”.

Com o tempo, os dois foram parando de se falar. Passaram-se meses e Thau conheceu um novo pretendente. Sim, também no Tinder.

“Sai com esse novo carinha, e adivinha quem estava no bar onde fui conhecê-lo? Sim, o primeiro rapazinho”.

Thau disse um “oi, tudo bem?” e naquele momento percebeu que havia feito besteira em não seguir conversando com o primeiro pretendente.

“No dia seguinte eu mandei um ‘oi, sumido’ pra ele. Voltamos a sair e com o tempo começamos a namorar”.

Hoje, eles moram juntos e recentemente adotaram uma cachorrinha, batizada com o nome de Haru. 

“Animais sempre foram muito presentes na minha vida. Meu avô já teve galinha de angola, ganso, coelho, hamster, porquinho da índia e peixes. Hoje na casa dos meus pais há 8 gatos e 4 cachorros”.

Thau já fez muitos amigos “nas internets”. Na adolescência ela jogava ‘Neopets” e teve até um blog para falar do tema.

“Uma vez, nas férias, fui até o Rio de Janeiro conhecer o pessoal que também jogava Neopets, foi louco. Também já fui pra BH pra conhecer outro pessoal”. 

Nossa protagonista também é pianista, e até deu uma palinha no piano durante o último happy hour da Zappts.

“Sempre adorei filmes musicais, tipo La La Land. Já fiz aula de canto mas percebi que aquilo não era pra mim. Daí tinha um teclado jogado aqui em casa há muitos anos, então decidi aprender”.

Ela começou então a fazer aulas de piano toda semana e ganhou de presente dos amigos um piano digital. Sim, isso que são amigos!

“Foi uma válvula de escape pra mim, ainda mais na pandemia. Não podendo sair de casa, sem poder tomar cerveja e comer torresmo nos bares de São José, encontrei no piano uma paixão”.

Além do piano, Thau também gosta de futebol americano, jogos como magic e xadrez, e ainda tem uma coleção de moedas comemorativas das Olimpíadas do Rio.

“Além disso, eu também amo karaoke. Uma vez até cantei ‘eu dormi na praça’ com um grupo de japoneses”. 

Thau tem diversos sonhos para depois da pandemia, como comprar um terreno e construir sua própria casa.

“Também tenho muita vontade de voltar a viajar. Meu sonho é conhecer as 7 maravilhas do mundo, começando pelas ruínas de Petra”

A Zappts se orgulha demais por ter talentos tão comprometidos e profissionais como a Thau.

Você perdeu nosso 4º episódio? Confira a história do Gabriel no Episódio #4: A única escolha que eu fiz foi ser eu mesmo.

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Por que políticas de diversidade em empresas contam mais do que mudar a foto de perfil em redes sociais?

Em junho, mês de celebração do orgulho e visibilidade da comunidade LGBTQIA+, diversas empresas mudam sua foto de perfil com as cores do arco-íris para simbolizar seu apoio à causa.

Mas será mesmo que a maioria das marcas se preocupa de verdade com a inclusão da comunidade no mercado de trabalho?

Nesse artigo iremos discutir sobre essa temática, demonstrando como o desenvolvimento e implementação de políticas de diversidade fazem muito mais diferença do que a simples alteração de logo nas redes sociais.

Dia 28 de junho é marcado como o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. A data marca a luta pelos direitos da comunidade no mundo, e tem sua origem em manifestações que aconteceram em 1969 nos EUA.

Conhecida como Rebelião de Stonewall, a manifestação deu força à comunidade pela luta contra a homofobia.

O objetivo dessa ocasião, assim como em diversas representações que acontecem anualmente ao redor do mundo, é conscientizar a população sobre a importância de se construir uma sociedade livre de preconceitos quando o assunto é orientação sexual. 

Muitas pessoas ainda confundem o que é “gênero” do que é “orientação sexual”, então vamos lá.

Gênero são características pertencentes e diferenciadas entre a feminilidade e a masculinidade.

Essas características podem incluir o sexo biológico, como por exemplo: o estado de ser do sexo masculino, do sexo feminino, ou uma variação intersexo.

Já a orientação sexual é como uma pessoa se identifica, indicando por quais sexos ou gêneros ela se sente atraída, seja física, romântica e/ou emocionalmente. 

E a sigla LGBTQIA+, o que quer dizer isso? Nosso comitê de diversidade explica:

L, G, B: essas três primeiras letras tratam a respeito de orientação sexual. O L se refere às lésbicas e o G aos gays, ou seja, mulheres e homens, respectivamente, que sentem atração afetiva e/ou sexual por pessoas do mesmo gênero que o seu. Já o B inclui as pessoas bissexuais, que têm essa atração por ambos os gêneros.

T: tal letra abrange as identidades de gênero, sendo elas transgêneros, transexuais e travestis. Essas pessoas se identificam com um gênero diferente do que foi designado em seu nascimento. Além disso, é o oposto de cisgênero, que são homens e mulheres que se reconhecem conforme seu gênero de nascimento.

Q: o Q vem de queer, que são as pessoas que transitam entre os gêneros feminino e masculino ou que não seguem a binaridade masculino-feminino (não binário).

I: já o I fala sobre o intersexual, que são pessoas cujo desenvolvimento sexual corporal é não binário, então não se encaixa na lógica masculino-feminino.

A: o A diz respeito à comunidade Ace, que representa um leque de vivências singulares em termos de atração sexual e afetiva, podendo ter uma ou outra. A também aborda os assexuados, que não sentem atração sexual por outra pessoa, apesar de a afetiva ainda existir.

+:  São todas as inúmeras outras possibilidades de orientação sexual e identidade de gênero. Um exemplo são os pansexuais, aqueles que sentem atração afetivo-sexual independente da identidade de gênero.

É inegável que nos últimos anos virou uma tendência trocar a foto de perfil em redes sociais corporativas no mês de junho para as cores do arco-íris em sinal de apoio à visibilidade LBGTQIA+.

Porém, apenas isso não é suficiente para que a LGBTfobia seja combatida, e para que a comunidade LGBTQIA+ se sinta representada por empresas e incluída no mercado de trabalho.

Empresas que não desenvolvem políticas de diversidade para a inclusão deste público estão fazendo mais do mesmo.

A criação de índices de diversidade que quantifiquem o grau de inclusão deste público se faz necessário quando uma empresa realmente se importa com a temática.

A inclusão no mercado de trabalho se apresenta como um dos maiores desafios enfrentados pela comunidade.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Linkedin, metade dos trabalhadores LGBTQIA+ brasileiros já assumiram sua orientação sexual no trabalho abertamente.

A pesquisa revelou que a outra metade, que ainda não assumiu sua orientação sexual na empresa, tem os seguintes motivos para o não compartilhamento: 51% não vêem a necessidade, 37% não gostam de falar sobre sua vida pessoal, e 22% têm medo de represálias por parte dos seus colegas.

Os dados não mentem, e as estatísticas do estudo revelam a importância de se falar sobre o tema.

Em outra pesquisa, realizada pelo Center for Talent Innovation, um dado alarmante é exposto: um terço (33%) das empresas brasileiras não contratariam pessoas LGBTQIA+ para cargos de liderança.

Uma simples mudança na aparência para uma pessoa LGBTQIA+, pode se tornar uma preocupação quando ela não se sente confortável e acolhida na empresa em que trabalha.

Um corte curto dos cabelos ou seu uso de forma não muito convencional, para uma mulher não-hétero por exemplo, pode ser motivo de preconceito entre os colegas de trabalho, e até justificar um “não alinhamento com a aparência corporativa pretendida”.

Tal fato pode gerar medos e inseguranças na permanência no emprego, ou no respeito entre pares.

Por isso acreditamos que melhor do que mudar a foto de perfil em redes sociais, devemos criar políticas de diversidade que aumentem os índices de inclusão da comunidade LGBTQIA+, assim como de outros grupos minoritários da nossa sociedade, como negros, mulheres e PCD.

Aqui na Zappts, por exemplo, criamos um programa de indicação de vagas com benefícios especiais para aqueles que indicam profissionais pertencentes ao grupo.

Pessoas que indicam candidatos à vagas que, ao serem contratadas, se identificam com a comunidade LGBTQIA+, ganham um benefício financeiro como contrapartida.

Atualmente, segundo nosso último Censo, o índice de diversidade da Zappts gira em torno de 25%, isso quer dizer que um quarto dos mais de 100 colaboradores da empresa, espalhados em mais de 14 estados do Brasil, não se considera heterossexual.

Quando perguntados sobre o “Orgulho em ser um Zappter”, 96% respondeu com favorabilidade. Já quanto à frase “posso ser eu mesmo na Zappts, independente da minha idade, cor, etnia, gênero e oriêntação sexual”, 99% dos Zappters concordaram plenamente.

Sabemos que muito ainda precisa ser feito, mas já é um começo quando falamos de inclusão no mercado de trabalho, em especial do mercado de tecnologia da informação, para pessoas LGBTQIA+. 

Falar abertamente sobre esse tema não é mais uma opção para as empresas, e sim uma obrigação, pelo menos para aquelas realmente responsáveis.

Abordar o tema não pode ser feito apenas durante o mês de junho, mas durante todo o ano, e envolvendo todas as pessoas da empresa.

Mudar a imagem de perfil nas redes sociais é sim importante, mas sem dúvida a criação de índices de inclusão atrelados à políticas de diversidade fazem muito mais diferença.

Nesta quarta-feira, dia 30 de junho, iremos apresentar a história de uma pessoa pertencente à comunidade LGBTQIA+ aqui da empresa na nossa série “Zappters Protagonistas”.

Fique atento às nossas redes sociais para não perder essa história. 

Essa publicação foi desenvolvida por Bruna Cortes, Analista de Qualidade Pleno aqui da Zappts.

Quer saber se temos oportunidades de trabalho para você? Temos sim! Confira nossa página de vagas, clicando aqui.

Planejamento de Sprint: Como minimizar os riscos envolvidos?

Será que o meu time se compromete com a entrega de todos esses itens?

Essa é uma pergunta relativamente corriqueira em reuniões de planejamento de sprints. Frequentemente essa pergunta é respondida com um “acho que sim” ou um “vamos acompanhar e ver o que acontece”.

Pois é! No decorrer da sprint podemos confirmar que determinada quantidade de itens é adequada ou não para cada time.

Mas, como podemos melhorar esse processo?

Será que existe alguma maneira simples e prática de saber qual o risco envolvido quando assumimos os compromissos?


Nessa publicação iremos apresentar um método muito fácil e rápido para melhorar o planejamento das suas sprints.

Você terá uma visão sistemática sobre os compromissos assumidos pelo time, e poderá medir quantitativamente os riscos que os times estão sujeitos a enfrentar.

Se interessou? Então vamos lá…

A primeira coisa que você vai precisar é do histórico de itens entregues pelo seu time nas últimas sprints.

Quanto maior a quantidade de dados nesse momento, mais estruturado será seu planejamento e resultado.

Para começar, devemos montar uma lista conforme imagem abaixo.

Agora podemos ordenar os dados em ordem decrescente da coluna “número de itens”.

Até aqui, nada de outro mundo, certo?

Pois bem.

Agora crie um índice para cada uma das linhas, sendo que a primeira será a linha 1, a segunda a linha 2 e assim por diante.

Atenção agora. Pegue o total de linhas (no nosso exemplo são 13 sprints) e calcule 10% deste valor, e consecutivamente 25%, 50%, 75% e 90%.

Se o número foi quebrado, calcule o número inteiro que vem a seguir.

Agora, utilize os números obtidos como índice na consulta da sua tabela de dados.

Por exemplo, se ao calcular 50% seu valor foi 7, então você deve pegar a linha com índice 7.

Pronto. É só isso. Você acaba de descobrir que assumir um compromisso com 8 itens têm o mesmo risco que jogar cara ou coroa, ou seja, 50%. Você, seu time e o cliente estão confortáveis com esse risco? 

Se você gostaria de ter um pouco mais de segurança do que pode acontecer no planejamento da sprint, talvez queira assumir um risco menor, digamos de 25%.

Logo, vamos pegar o índice resultante do cálculo de 75%, que no caso da 10, e em seguida saberemos que assumir o compromisso com 7 itens têm um risco de 25%.

Assim dizendo, um risco muito menor, com apenas 1 item a menos.

OK! Mas fica uma dúvida:

Por que não calculamos a situação com 0% de risco?

Simples, porque ela nunca vai existir.

Toda vez que um time se compromete com alguma entrega, ele está assumindo que “no futuro” terá entregue X itens, por exemplo. Mas nunca conseguiremos ter certeza do futuro.

Quer dizer, não temos a possibilidade de saber, sem nenhuma margem de erro, todos os eventos que podem influenciar a entrega de um time.

Do ponto de vista de comunicação com o cliente, também estaremos muito mais embasados, pois não estamos só comunicando que “acreditamos ser possível”, mas estamos dizendo que “com base no histórico de entregas do time, o risco envolvido em se comprometer com X itens é de 25%”.

Assim, conseguimos uma comunicação muito mais clara, transparente e orientada a dados.

Fazer este cálculo é muito simples!

Ele ajuda o time a assumir os compromissos com muito mais segurança, nos ajuda a comunicar ao cliente os riscos envolvidos, e nos ajuda a determinar a velocidade de entrega de cada time.

O cálculo pode ser feito utilizando outras medições, por exemplo, a quantidade de Story Points entregues em cada sprint.

O método de cálculo é o mesmo e a interpretação dos resultados também.

É importante destacar que ter essa visão no momento de assumir o compromisso não dispensa o acompanhamento diário, via cerimônias, de cada entrega e a tomada de ações corretivas caso o time se desvie do planejamento.

Mas isso é assunto para um próximo post.


Essa publicação foi desenvolvida pelo Zappter Luciano Osório, Squad Leader aqui na Zappts.

💙 Quer aprender mais? Confira nossa publicação Scrum: entenda de uma vez por todas o que é, como ele aumenta expressivamente os seus resultados e porquê utilizá-lo.

Criando uma documentação para aplicações FrontEnd

Esta é uma republicação do post do blog do Vinnicius Gomes – Senior Frontend Engineer aqui da Zappts.

Nesse post vamos falar sobre como criar uma documentação para uma aplicação FrontEnd de forma simples e intuitiva.

Se você não gosta dos padrões antigos de documentação que nem eu, seus problemas acabaram! 🤩

Hoje vou te mostrar uma ferramenta que vem ganhando bastante espaço na comunidade e no mercado, que é ninguém menos que o Storybook, uma ferramenta Open Source que prepara um ambiente de desenvolvimento para componentes de UI.

Então bora para o que importa 🤓

Ah, antes de começar, eu vou utilizar o Storybook com o React, mas ele da suporte para vários outros frameworks e libs como 👇

Sem mais delongas, vamos para o código:

Vamos criar uma aplicação React utilizando o CRA, rodando o comando:

npx create-react-app my-app

Com o projeto criado, vamos fazer a instalação do Storybook, rodando o comando: npx sb init

Você pode acessar a documentação para saber mais sobre a instalação através desse link.

Depois que a instalação for concluída vai ser criado duas pastas no nosso projeto 👇

Uma pasta chamada .storybook e outra dentro de /src/stories, a pasta .storybook contém as configurações que não vamos abordar hoje, mas você pode ler mais sobre essas configurações na documentação, e também foi criado a pasta /src/stories que vai ser onde vamos escrever nossas histórias.

Vamos rodar o Storybook

Execute o comando npm run storybook e acesse http://localhost:6006 você vai ver uma tela como essa 👇

Isso quer dizer que nosso Storybook foi instalado e está rodando corretamente! 🤩

Agora vamos entender a interface do Storybook

No lado esquerdo da tela, temos a lista de stories. O Storybook criou alguns componentes de exemplo.

Clicando no componente de botão, vamos ver algo parecido com isso 👇

Onde é renderizado o componente, e na parte inferior temos um menu com algumas opções que podemos interagir com o componente e ver o seu funcionamento.

No menu superior temos uma opção Docs, clicando nela vai ser aberto a documentação do componente 👇


Agora vamos criar uma nova Stories

Para começar, fiz uma limpa na pasta stories deixando somente a introdução e os assets 👇

Vamos criar um simples componente de Alert, então pra isso vamos criar 3 arquivos 👇

Como o foco desse post não é criar um componente, vou pular essa parte, o código do componente está disponível nesse repositório.

Nosso componente de Alert ficou assim 👇

Agora vamos criar a Storie, para isso crie um arquivo Alert.stories.js 👇

Calma, sei que tem bastante coisa ai, mas vou te explicar as partes importantes!

Linha 6–16: Aqui estamos criando a configuração default da nossa Storie, definindo um title, apontando o componente e definindo os args padrões. Na linha 10 estamos defindo que a props type vai ser exibida como um select na tela do Storybook recebendo um array de opções:

Linha 17: Estamos definindo nossa Story

Linha 19: Aqui estamos definindo as props para o componente Default, que vai receber um title e uma message

E o resultado vai ser esse 👇

E pronto, é simples assim 🎉

Vamos adicionar as outras variantes do nosso Alert 👇

A diferença aqui é que foi adicionado a props type dentro do args, automaticamente o Storybook vai listar todas as variantes do componente 👇

O arquivo Alert.stories.js final ficou assim 👇

// Alert.stories.js
import React from "react";

import Alert from "./Alert";

export default {
  title: "Alert",
  component: Alert,
  argTypes: {
    type: {
      control: "select",
      defaultValue: "default",
      options: ["default", "info", "success", "danger", "warning"],
    },
  },
};

export const Default = (args) => <Alert {...args} />;
Default.args = {
  title: "Alert example",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

export const Info = (args) => <Alert {...args} />;
Info.args = {
  title: "Alert example",
  type: "info",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

export const Success = (args) => <Alert {...args} />;
Success.args = {
  title: "Alert example",
  type: "success",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

export const Danger = (args) => <Alert {...args} />;
Danger.args = {
  title: "Alert example",
  type: "danger",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

export const Warning = (args) => <Alert {...args} />;
Warning.args = {
  title: "Alert example",
  type: "warning",
  message:
    "Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Integer vestibulum neque est, at laoreet dolor bibendum eu.",
};

E pronto, criamos nossa primeira Storie, simples né?! 😎

Caso você queira rodar a aplicação na sua maquina, você pode acessar o repositório nesse link.

Zappters Protagonistas – Episódio #3: Os 2 dias de viagem que mudaram minha vida.

Zappters-Protagonistas-3-Capa-Felipe-Reis

Episódio #3: Felipe.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa “full remota” focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso último episódio? Confira a história da Carol no Episódio #2: Uma desenvolvedora bailarina e crossfiteira

Quer conhecer nossas vagas? Então, clique aqui.


Felipe tem 23 anos, é natural de Paraíso do Tocantins (TO) e se considera o primeiro “import de sucesso” da empresa.

Ele iniciou seu desenvolvimento na Zappts em fevereiro de 2019, época livre de pandemia. A Zappts foi e é o primeiro emprego dele.

Ele viajou 2 dias inteiros, com seu pai e irmão, de Paraíso do Tocantins/TO até São José dos Campos/SP, onde fica a sede da Zappts. Mas essa história nós vamos contar um pouco mais a frente.

“Eu sou filho do Seu Francisco e da Dona Raimunda, irmão do Gabriel, e somos cristãos. Nasci em uma cidade pacata no interior do Tocantins, com aproximadamente 40 mil habitantes.”

Nosso Zappter Protagonista da semana nos contou que sempre se deu bem na área de exatas e, graças ao seu irmão, decidiu aprender sobre tecnologia da informação.

“Eu queria muito estudar engenharia ou administração. Eu estava bem incerto, até que meu irmão começou a estudar ciência da computação, e isso virou uma chave dentro de mim”.

Ainda no ensino médio, Felipe começou a estudar lógica e a linguagem C, fruto de sua participação no time de robótica do colégio.

“Sempre quis aprender sobre Engenharia Mecatrônica, mas não tinha esse curso nas faculdades de Tocantins. Então o mais próximo disso era Ciência da Computação, que foi o que eu estudei”.

Felipe entrou na Universidade Federal do Tocantins e nessa época viajava todos os dias de sua cidade natal até Palmas, aproximadamente 2h contando ida e volta.

“Nessa época eu saía de casa às 6 horas da manhã e só voltava meia-noite. Foi uma época muito corrida. Fiz parte do centro acadêmico, da atlética, desenvolvi o aplicativo da rádio da universidade, fiz monitorias e estágios tudo dentro da faculdade”.

Nosso protagonista nos contou que, durante os 4 anos de faculdade, aprendeu não apenas ciência da computação, mas também sobre finanças e teorias filosóficas.

“Sempre precisei custear minha alimentação e transporte. Então desde o primeiro semestre eu fazia estágio. Queria minha independência financeira, então comecei a estudar finanças.”

Assim como outros Zappters, Felipe também é um criptolover, investidor de criptoativos como o Bitcoin e o Ethereum. 

“Lembro de uma aula de Sociedade e Tecnologia na faculdade em 2017 que o professor nos ensinou sobre Bitcoin. Eu adorei. Comecei fazendo day trade, mas percebi que era melhor eu fazer “hodl” (gíria do mundo cripto que significa “segurar”). Hoje eu só compro e “holdo” pro futuro”.

Porém, não apenas de coisas boas é feita a vida. Nosso protagonista quase trancou a faculdade para ajudar a família.

“Minha mãe teve câncer durante minha faculdade, e pensei em largar tudo para ajudá-la. Mas tanto ela como meu pai bateram o pé para que eu continuasse estudando.”

Depois de 1 ano de tratamento, Dona Raimunda se recuperou. E hoje Felipe é mais do que grato aos pais por não terem deixado que ele saísse da faculdade.

“A gente nunca espera que isso vá acontecer na nossa família, mas graças a Deus ela se recuperou, e eu pude continuar os meus estudos”.

Ainda sobre o período universitário, perguntamos a ele sobre seu trabalho de conclusão de curso, e ele nos respondeu que o tema foi sobre inteligência artificial. 

“Meu TCC foi o desenvolvimento de um algoritmo genético para selecionar os melhores hiperparâmetros para um algoritmo de árvore de decisão, Árvore de Classificação e Regressão – CART.”

Ele tentou traduzir:

“Basicamente o algoritmo CART tem uma série de hiperparâmetros que são configurados antes da fase de conhecimento da base de dados, com isso, a árvore gerada pode ser diferente de acordo com os valores adotados para o seus parâmetros.”

Agora todo mundo entendeu, certo?

“Assim, utilizei um algoritmo genético  para identificar o melhor conjunto de hiperparâmetros de acordo com a base de dados selecionada, obtendo melhor taxa de acerto e reduzindo o tamanho da árvore final gerada”

Até o meio da faculdade Felipe queria seguir a área acadêmica, com sonhos de fazer mestrado na cidade de São Paulo, a 1.700 km de Palmas.

“No final do curso tive matérias sobre empreendedorismo, finanças e tudo mais. A partir daí percebi que não queria mais ir para a área acadêmica. Assim acabei indo pra vida, digamos assim”.

Ao finalizar o ensino superior, Felipe começou a disparar currículo para todos os lados, especialmente para a região sul e sudeste do país. Até então ele não conhecia a Zappts, mas isso estava prestes a mudar.

Zappters-Protagonistas-3-depoimento-Felipe-Reis

“Na mesma semana eu colei grau na faculdade, consegui meu primeiro emprego e mudei para outro estado”.

Em um sábado, em casa, Felipe recebeu uma ligação. Era a área de recursos humanos da Zappts querendo marcar uma entrevista para conhecer melhor sobre sua história.

“Eu tava em casa e me ligaram para fazer uma entrevista rápida. No final a pessoa me disse que a empresa achou muito interessante que eu estava me candidatando a uma vaga de tão longe”.

Na época, Felipe procurou por informações sobre a Zappts na internet e não achou muita coisa. Ele nos contou que a empresa ainda estava praticamente começando e por isso não havia muita informação disponível na internet.

“Depois disso o Rodrigo (sócio da empresa) me ligou e o papo foi sensacional. Falei dos meus projetos na faculdade e dos estágios que fiz, até que ele me fez a proposta de trabalhar na Zappts e eu aceitei na hora”.

Uma vez formalizada sua contratação, Felipe foi adicionado em um grupo de whatsapp com outros colaboradores da empresa para realizar os preparativos para iniciar na empresa. 

“Lembro do Rodrigo me perguntando se eu tinha certeza se queria realmente mudar de cidade. Ele me disse que queriam investir em mim, e não desejavam que eu desistisse depois de 3 meses longe de casa”.

Agora sim! Assim começou a jornada do nosso protagonista rumo à São José dos Campos.

“Foram 2 dias de viagem. Eu, meu pai e meu irmão saímos de Paraíso do Tocantins até São José. A cidade era 20 vezes maior do que minha cidade natal, e o IDH super alto”.

Nessa época a empresa tinha acabado de mudar de sede para uma casa. Éramos apenas 20 pessoas e o crescimento foi acontecendo rapidamente.

“Chegamos em uma quinta-feira à tarde, ainda em horário comercial. Então fomos logo para o endereço da empresa, pelo menos para ver como era do lado de fora”.

Ao chegar, Helena – colaboradora da empresa – estava na janela e gritou: “O Felipe chegou!”

“Foi muito legal e emocionante. Meu pai me entregou para a empresa, no meu primeiro emprego. Foi uma choradeira, todos nós choramos juntos. Eu, meu pai, o Pablo, todo o pessoal da empresa emocionada”.

Felipe nos contou que foi um clima de felicidade e tristeza ao mesmo tempo. Por um lado, ele percebeu que seria muito feliz na Zappts, mas por outro estaria longe de sua família”.

“Nunca vi meu pai chorar tanto. Durante a viagem ele já veio chorando, mas ao chegar na empresa ele caiu em prantos”.

Nosso homenageado da semana nos disse que sua família ficou apenas 3 dias na cidade, ajudando-o a achar um local para morar. 

“Eu morava em uma república de estudantes, então meu quartinho era a minha casa, onde eu fazia praticamente tudo. E sim, eu faria tudo de novo.”

Como muitos devs, Felipe também percorreu diversas áreas da tecnologia da informação, começando como desenvolvedor mobile iOS.

“Meus primeiros 5 meses de Zappts foram como desenvolvedor iOS, mas graças à política de rotatividade da empresa, tive a oportunidade de conhecer outras frentes de desenvolvimento”.

De mobile iOS ele foi para o time de front-end para desenvolver o sistema do mesmo cliente para o qual trabalhou com desenvolvimento mobile.

“É uma coisa que eu gosto muito. Desenvolvimento de interface, web, além das skills em mobile. Aqui na Zappts aprendo todo dia, tipo linguagens híbridas, objective C, entre outras.”

Felipe nos contou que sonha em ser uma referência técnica em front-end mobile e web, para ter cargos de liderança como o de Squad Leader e de Tech Lead.

“No futuro me vejo trabalhando como Tech Lead, com a bagagem técnica que venho acumulando, mas também com as soft skills que venho desenvolvendo aqui na empresa.”

Perguntamos a ele se com a pandemia ele foi trabalhar lá do Tocantins ou se manteve seu home office em São José dos Campos.

“O remoto me permite trabalhar de lá, mas não quero voltar agora. Meus pais estão bem de saúde e aqui consigo fazer mais networking e aprender com meus pares do trabalho”.

Mesmo assim, em 2020, Felipe ficou 2 meses trabalhando na casa dos pais, em Paraíso do Tocantins. 

Segundo ele, foi uma excelente oportunidade para estar perto da família e da sua esposa, Luciana, que o Felipe conhece desde os 12 anos de idade.

Por falar nisso, Felipe pediu Luciana em casamento em São José dos Campos e hoje ela também mora na cidade. 

“Ela sempre teve vontade de morar em um lugar mais frio, digo, menos quente que Tocantins.”

Perguntamos também sobre fatos curiosos de sua vida, e descobrimos que Felipe é um flamenguista fanático.

“Uma vez fiz um bate e volta de Paraíso do Tocantins até Brasília, uns 900 quilômetros, só pra ver o mengão jogar.”

Além do time de futebol, Felipe também é fã de outros esportes em que o Flamengo é referência, como e-games.

“Acompanho o time do flamengo de jogos eletrônicos como o Free Fire e o LOLzinho (League of Legends)”.

Por fim, perguntamos o que ele falaria a si mesmo quando ainda não era um Zappter.

“Naquela época eu tinha alguns medos, então falaria para eu não ter medo. Nós sempre esperamos o pior, e eu tinha medo de não encontrar pessoas boas, felizes e que agregassem na minha vida.”

“Graças a Deus eu encontrei pessoas maravilhosas nessa cidade. Então eu falaria que: onde quer que você esteja, você vai encontrar pessoas boas!”.

Também conhecido como “Potó” (um peculiar inseto muito presente no Tocantins), Felipe escolheu esse gif para ilustrar sua história.

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Você perdeu nosso 2º episódio? Confira a história da Carol no Episódio #2: Uma desenvolvedora bailarina e crossfiteira

Confira nossas novas vagas, clicando aqui.

Zappters Protagonistas – Episódio #1: A única deficiência que existe é o preconceito.

Header-Claudio-zappts

Episódio #1: Cláudio.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você terá a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa “full remota” focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

No nosso episódio de estreia, vamos contar a história do Cláudio!

Quer conhecer nossas vagas? Então, clique aqui.


Nascido, criado e enraizado em São Luís do Maranhão, o ludovicense Cláudio faz parte do nosso super time de desenvolvedores front-end. Aos 4 anos de idade, durante uma viagem para a casa da avó, no interior do Maranhão, ele sofreu convulsões que o deixaram com uma leve deficiência na fala.

“Durante a madrugada na casa da minha avó tive muitas convulsões e acordei no outro dia com dificuldades na fala. Pela manhã fui ao posto médico e informaram minha mãe que minha fala voltaria ao normal em alguns dias.”

Porém, durante a noite desse mesmo dia, Cláudio teve outras convulsões, muito mais fortes, que o levaram ao coma.

Ao despertar, 13 dias depois, ele não se lembrava de absolutamente nada do que havia acontecido e precisou reaprender a andar, a comer e a falar.

“Minha mãe e tia revezavam no hospital para ficar comigo, e teve um dia que a minha tia pediu para eu mexer qualquer parte do meu corpo. Ela conta que eu consegui mexer apenas um dedo, e que aquilo era um sinal de que eu iria melhorar.”

Porém, a médica de plantão do hospital disse que era muito provável que eu não fosse sobreviver, ou que caso sobrevivesse teria sequelas que me impossibilitariam de sair da cama, e que sempre dependeria dos outros.”

Pois bem… a médica estava errada!

Após dias de internação, Cláudio saiu do hospital se alimentando apenas por sonda e, ao chegar em casa, havia uma super festa preparada para o seu retorno.

“Aquela festa, quando eu cheguei do hospital, foi como um recomeço para mim. Eu senti que havia voltado à vida, e que esse seria um novo começo da minha história”.

O pai de Cláudio, Seu Cláudio, sempre bem humorado, criou diversas brincadeiras para que o filho pudesse se movimentar e voltar a ter a mobilidade de antes.

Com isso, e depois de várias sessões de fisioterapia, nosso protagonista recuperou os movimentos dos braços e das pernas.

Um ano depois, com 5 anos, Cláudio voltou à escola e enfrentou um novo desafio: o bullying dos amiguinhos.

“Foi muito difícil pra mim. Eu não queria ir para a escola por causa do bullying, mas com a ajuda da minha família, principalmente do meu irmão, pai e mãe, e de bons amigos da escola, eu superei isso e ignorei as piadas no colégio”.

O tempo foi passando e os desafios superados um a um!

Aos 9 anos, Cláudio já sabia que queria trabalhar com computação, fruto da sua paixão por games. Já no início da juventude, buscando realizar seu sonho de virar programador, ele iniciou um curso técnico em informática especializado no desenvolvimento de software.

“Na época do curso técnico eu tinha uns 16 anos, e lembro como se fosse ontem a palestra de um professor contando que todos nós poderíamos ser super heróis com a computação. Ele falou que através da programação eu poderia fazer praticamente tudo, o imaginável e o inimaginável”.

Com o diploma em mãos, começou a saga do nosso protagonista para conseguir seu tão sonhado primeiro emprego na área de desenvolvimento.

Porém, mesmo depois de superar todos os obstáculos anteriores, novos desafios surgiram na vida de Cláudio:

“Eu sofri muito preconceito quando iniciei minha busca por emprego. Eu sempre passava a fase de análise de currículo, mas na hora da entrevista me olhavam torto e, quando eu começava a falar, meu perfil era automaticamente descartado.”

Dava pra ver nos olhos da pessoa. Isso me deixou muito desmotivado e cheguei a acreditar que nunca conseguiria de fato trabalhar com aquilo que eu havia estudado.”

Houve uma situação em que eu ouvi de outra pessoa que eu era incapaz de fazer qualquer coisa por causa da minha deficiência. E ouvir isso machuca demais”.

Cláudio nos contou que sempre era reprovado nas vagas de emprego, e que sua mãe, Dona Simone, chorava muito, mas sempre o motivava muito dizendo para nunca desistir.

“Nesses momentos minha mãe falava que meu currículo ainda seria muito maior do que a minha deficiência, e que um dia uma empresa iria reconhecer isso.”

Eis que Cláudio conseguiu seu sonhado estágio e logo veio o primeiro emprego na área de desenvolvimento. Nosso protagonista contou que na empresa, em São Luís, ele era o principal programador, e que por acaso ficou sabendo da existência da Zappts.

 “Um amigo compartilhou a vaga da Zappts comigo no whatsapp, daí lendo a vaga eu percebi que tudo que pedia na vaga eu tinha a oferecer. Mas por ser uma empresa de São Paulo eu pensei que não iria conseguir, porque eu moro em São Luís do Maranhão, né?!”.

Nosso Zappter Protagonista se enganou. Ele enviou seu currículo e… passou. Fez os testes e… passou. Fez a entrevista de fit cultural e… passou. Por fim, fez a entrevista técnica e a vaga era dele!

“Quando o Luciano me ligou, isso foi no dia 05 de janeiro, me dizendo que eu havia passado, toda a felicidade do mundo tomou conta de mim. Ele me perguntou se eu iria cumprir o aviso prévio do meu antigo emprego ou se eu poderia começar de imediato. Eu não pensei duas vezes e respondi que começaria ontem!”.

Cláudio conta que desde o momento em que chegou na Zappts foi muito bem acolhido e sentiu um grande voto de confiança dos gestores.

“Logo na primeira semana, no whatzappts (evento interno da empresa), pediram pra eu dar um depoimento sobre a minha vida, e isso rola com todo mundo novo. Isso nunca tinha acontecido antes, as pessoas pedindo para eu contar sobre mim, me dando visibilidade. Foi emocionante, me senti abraçado naquele momento”.

Mesmo trabalhando remotamente, Cláudio sente muita proximidade com os companheiros de trabalho que ainda não conheceu pessoalmente.

“Tirando o pessoal da minha casa, eu nunca tinha me sentido tão abraçado e acolhido como na Zappts. Rola um clima de companheirismo muito grande e todo mundo brinca e ri muito. Fora que a empresa permite que eu continue estudando, correndo atrás de novos conhecimentos”.

Com apenas 24 anos, nosso estreante da série Zappter Protagonista vem trilhando uma jornada de superação e sucesso pessoal e profissional. Não poderíamos deixar de contar essa história.

Nós mais do que agradecemos pela confiança compartilhada e nos sentimos honrados por fazer parte da sua história, Cláudio.

Para finalizar, perguntamos a ele: o que você falaria para o seu eu do passado? E o que você falaria para outras pessoas que podem estar passando pelo mesmo que você já passou?

“Ah, cara, se eu pudesse falar comigo no passado eu falaria que eu era muito mais do que as pessoas pensavam e falavam de mim. Para quem está passando por problemas devido a sua deficiência, digo que nunca desista e que a primeira pessoa que precisa acreditar em você é você mesmo”.

Ah, e tem mais um detalhe: Além de ser fã do imperador Adriano (ele ama esse meme/foto), Cláudio curte brega, funk e pagode, e semanalmente joga LOL (League of Legends) com o pessoal aqui da Zappts.

Conheça nossas vagas clicando aqui.

Management 3.0

Felicidade no trabalho com Management 3.0 — Como isso está funcionando para mim?

Por Luciano Osorio – Scrum Master da Zappts

Sou Luciano, Scrum Master na Zappts, e já trabalhei em muitas empresas (desde gigantes até empresas menores), e também já trabalhei para muitos clientes em diferentes áreas de negócios (saúde, serviços bancários, varejo, setor automotivo, etc).

Comecei como programador e ao longo de  10 anos mudei gradualmente para funções de liderança e gestão. Inicialmente, fui treinado nas práticas tradicionais de gerenciamento e depois fui para o Agile. 

Esta é a história de como consegui encontrar felicidade no meu trabalho como gestor, como isso se espalhou e como está fazendo com que meus times entreguem excelentes produtos. 

Acordando

Existem muitas teorias, livros e ferramentas de gestão por aí. Mas é raro encontrar uma que jogue na sua cara que o problema da gestão é provavelmente o mais óbvio: o gestor! Em outras palavras, é tudo sobre você.

Cruel? Talvez. Verdade? Com certeza! Ao menos no meu caso. Por que? Como gestor, fui treinado para esperar o pior das pessoas, para controlar tudo em detalhe e lidar com pessoas como se elas fossem máquinas. 

Se alguém precisa melhorar em algum aspecto de seu trabalho, basta mover uma alavanca (reclamar sobre algum comportamento, a minha versão de fornecer feedback), e voilá: a mudança está feita! O comportamento ruim desaparece e então… bem… eu aprendi da pior forma que isso não é verdade.

Eu estava perdido em um mundo de gráficos, projetos, relatórios, micro-gestão, times de baixo desempenho, grandes despesas, falta de propósito e muitos outros sinais de que não estava fazendo realmente um bom trabalho.

Como isso era possível? Eu sabia as práticas (CMMI, ITIL, e outros acrônimos, sem mencionar o Agile). Eu conhecia as métricas, as ferramentas … Então, o que poderia estar errado? Bem … Tudo em minha mente.

Levei alguns anos para descobrir e aceitar isso. Um projeto não é somente formado por práticas, métricas e ferramentas. Sim, é claro que tudo isso ajuda, mas um projeto envolve pessoas trabalhando com um propósito.

Volto para a definição de projeto do PMI (Project Management Institute):

Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto único, serviço ou resultado.

Em outras palavras, um projeto existe para preencher um objetivo ou propósito, e um produto, serviço ou resultado são necessariamente criados por pessoas, que estão alinhadas com esse propósito. E aqui é onde a mágica acontece!

Eu recebi um treinamento de Management 3.0 cedo demais, para ser honesto, e como eu estava começando minha experiência como gestor naquela época, não sabia, e nem poderia prever como isso iria impactar minha carreira no futuro. Então, eu guardei isso na prateleira do meu cérebro rotulada “para, talvez, ser usado no futuro”.

O futuro tornou-se o presente e após descobrir os problemas mencionados antes, fiz minha retrospectiva profissional e lembrei daquele treinamento. Olhando para as práticas do Management 3.0 mais cuidadosamente, comecei a perguntar …

O que posso fazer para ter um propósito no meu trabalho? Como eu posso comunicar esse propósito? Com posso fazer meu time ficar contagiado por esse propósito?

Tudo fez sentido quando eu li:

“Gerencie o sistema, não as pessoas”.

Para que as pessoas se sintam envolvidas, comprem a proposta e acreditem nela, todo o ambiente onde elas estão inseridas deve transpirar seu propósito. E eu não estou falando de poster na parede, camisetas com frases de efeito, etc. Estou falando sobre valores.

Agindo

Quais foram os passos que eu dei? Vou ilustrar cada um deles com os mais inspiradores e divertidos vídeos de Jurgen Appelo (exceto o segundo, que peguei do site Management 3.0).

Conheça as pessoas: Personal Maps

Feedback: Me ajudou a ficar mais próximo do time, entender quais são suas histórias, como eles acabaram trabalhando comigo e quais são os interesses que temos em comum. Me ajudou muito a iniciar conversas e criar relacionamentos.

Entenda o que as pessoas mais valorizam: Moving Motivators

Feedback: Deixou claro como abordar cada pessoa do time para discutir sobre os desafios a solucionar e como o papel de cada um se encaixa nesses desafios. O exercício em si foi usado como um ponto de partida para reuniões 1 a 1 que resultaram em objetivos a serem alcançados nos próximos períodos.

Celebre o que foi realizado: Celebration Grids

Feedback: Dá uma visibilidade clara durante as retrospectivas do que foi realizado (grandes ou pequenas coisas), e quais práticas levaram a esses resultados. Também me ajudou a responder às perguntas das retrospectivas (o que devo manter, alterar ou parar?) e criar planos de ação realistas para as próximas interações.

Estimule o reconhecimento: Kudos Box

Feedback: No meu caso, a Kudos Wall criou a oportunidade para pessoas se agradecerem pela ajuda, ensinamentos e suportes recebidos durante a última iteração. É incrível como pequenas coisas que você faz podem ter um valor enorme para alguém do time. 

Seja transparente: Happiness Door

Feedback: Criou a oportunidade de fornecer e receber feedback rápido sobre o trabalho diário e medir a felicidade do time. Junto às ações rápidas para mudar o que está deixando-os infelizes, criou um ambiente de confiança onde os membros do time sentem que podem levar assuntos mais sérios e desafiadores para serem tratados, e que às vezes, afetam suas vidas pessoais.

Forneça feedback honesto: Feedback Wraps

Feedback: Uma maneira muito estruturada, fácil e eficaz de dar feedback. Não nos permite dar feedback mecânico sem valor. É uma forma muito estruturada de abrir seus sentimentos sobre algo, apoiando-se em evidências e exemplos do que você espera como solução. Portanto, a outra pessoa terá bastante material para assimilar o feedback e executar as ações necessárias. 

As práticas acima criaram um ambiente onde existe confiança e as pessoas estão trabalhando com propósito e felizes. E quando o time está feliz, ele está comprometido com a qualidade, prazos, custos, e assim, entrega um produto melhor e que melhora o tempo todo.

Mantenha a ação…

Minha jornada Management 3.0 não acabou. Será que vai acabar?

Existem práticas que eu ainda não tentei, e pelos excelentes resultados a partir daquelas que mencionei anteriormente, mal posso esperar para começá-las. 

Portanto, aqui estão as práticas da minha lista “Vamos fazer isso”:

  1. OKRs – Objetivos e principais resultados (esta será a próxima)
  2. Delegation Poker
  3. Exploration Days
  4. Merit Money (Estou muito animado com esta prática!)

Todo o conjunto de práticas está relacionado aqui. Faça uma tentativa, veja como o trabalho pode ser divertido e traga felicidade para você também!

Gostou de aprender sobre Management 3.0?

Continue acompanhando o blog da Zappts para saber mais sobre gestão de times e aproveite também nossos conteúdos sobre Scrum, Transformação Digital e muitos outros temas!

Confira também as oportunidades de trabalho na Zappts e venha fazer parte do nosso time! https://www.zappts.com/trabalhe-conosco/

Eu fico por aqui. Até o próximo artigo!