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Zappters Protagonistas – Episódio #2: Uma desenvolvedora bailarina e crossfiteira

Episódio #2: Carol.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa “full remota” focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso episódio de estreia? Confira a história do Cláudio no Episódio #1: A única deficiência que existe é o preconceito.

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“Sou um ser humano meio esquisito”. Assim começou o papo com nossa entrevistada da semana, Carol Zaglia. Ela foi uma das primeiras Zappters da empresa.

“Conheci a Zappts enquanto estava cursando Análise e Desenvolvimento de Sistemas na FATEC de São José dos Campos. Tinha um mural na universidade e um anúncio em destaque de uma vaga de estágio”.

Carol nos contou que nessa época, 2015, a empresa ficava muito longe de sua casa e era necessário pegar 2, às vezes até 3 ônibus para chegar ao trabalho. Neste primeiro escritório, que comportava umas 4 pessoas no máximo, foi onde tudo começou.

“Tive o privilégio de ter todo meu estágio acompanhado pelo Rodrigo, sócio da empresa. Ele que me desenvolveu e me ensinou praticamente tudo. Toda a base de programação que eu tenho hoje é graças a ele.”

Nossa Zappter Protagonista fez de tudo um pouco na empresa. Ela iniciou o estágio como desenvolvedora mobile iOS, mas em pouco tempo já foi para Android. Nesta época a empresa estava dando seus primeiros passos e ainda não possuía grandes projetos.

“Costumo dizer que ‘era tudo mato’. Sentia que estava fazendo parte de um embrião da empresa, que logo daria muitos frutos. Acabando o estágio, fui contratada. E tenho a honra de dizer que fui a primeira CLT da Zappts!”

Correria que só ela, assim que foi contratada recebeu uma proposta para ir trabalhar no INPE – Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais.

“Fui fazer a entrevista sem expectativas pois tinha acabado de ser contratada na Zappts. Meu esposo já trabalhava lá, então acabei aceitando a proposta, mas fiquei com o coração na mão pois eu sempre amei a Zappts.”

De desenvolvedora mobile, Carol foi para a área de testes e lá acabou fazendo de tudo um pouco: trabalhou no departamento de processamento de imagens e em diversos outros projetos.

“Eu ficava louca. Tinha 3 computadores diferentes na minha mesa, aprendi muito sobre sistemas operacionais, documentação e a resolver bugs malucos de bibliotecas de terceiros. Mas eu nunca perdi o contato com o Rodrigo, até que ele me chamou para voltar à Zappts.”

Depois de pouco mais de 2 anos no INPE, Carol fez jus ao ditado “a boa filha a casa torna”.

“Quando eu voltei pra Zappts, a empresa já tinha umas 15 pessoas. Recomecei como desenvolvedora front mobile, mas também fiz de tudo um pouco. Trabalhei com front-end web, back-end e no meio de tudo isso fazia algumas coisas de design.”

Carol nos contou que nessa época o que ela queria mesmo era ir para área de UX e UI, especificamente a de design de aplicações mobile. Com a chegada do Mike, ucraniano e nosso Head de Frontend, e do Roque, nosso Head de UX, Carol além de desenvolver seu inglês, pode aprender muito sobre sua paixão: o Design.

“Mesmo sem formação em design eu abracei aquela oportunidade e fui estudando por conta própria. Eu sempre fui desenvolvedora, mas eu gostava muito de UI, principalmente de explorar questões relacionadas à experiência do usuário durante sua jornada digital”.

Já se passaram 3 anos desde que Carol voltou à Zappts. Nesse tempo a empresa saltou para mais de 100 colaboradores, até que chegou a COVID.

“No início da pandemia foi bem doido. O Pablo (sócio da empresa) se antecipou muito e falou pra gente ir trabalhar de casa antes mesmo do lockdown. Ele sempre foi muito democrático e aberto a sugestões.”

Até então nunca tínhamos trabalhado de maneira 100% remota, e em uma reunião com toda e empresa definimos de que maneira faríamos o home office funcionar. A partir de estudos e ouvindo a sugestão de todos, definimos as regras do trabalho remoto e o que seria necessário para desenvolvermos nosso trabalho da melhor maneira possível.

Carol, assim como outras pessoas, aproveitou o isolamento social para desenvolver novas habilidades: a fotografia.

“Eu tenho uns mil hobbies, mas sempre amei fotografia. Até que chegou a pandemia e eu tomei vergonha na cara e comecei a estudar de verdade. Bem nessa época uma amiga fazia projetos com mulheres empreendedoras e precisava de uma fotógrafa, e eu fui lá ajudá-la.”

Nossa Zappter Protagonista contou que já fotografou o brechó de outras amigas e hoje trabalha como fotógrafa no tempo livre. Porém, esse não é o único hobbie de Carol. Por muitos anos ela fez dança. Sua mãe, Dona Marli, trabalhava na recepção da escola de dança, e seu tio, André, era professor da escola.

“Quando era criança eu gostava muito de dançar. Já fiz ballet, contemporânea, dança do ventre, mas o que eu gostei mesmo foi dança de salão. Fui até professora por um tempo. Já são mais de 15 anos na dança.”

Carol nos contou que era uma criança bastante tímida e introvertida e que foi graças à dança que ela superou o desafio de se relacionar com outras pessoas. Com seu lado artístico sempre aflorado, Carol não parou por aí e desenvolveu outras habilidades.

“Desde pequena, e eu continuo pequena, gostei de experimentar coisas novas. Sempre curti muito pintar e customizar roupas, tanto que cansei de dar de presente aos meus amigos as roupas que eu customizava. Até cueca eu já desenhei.”

Nossa entrevistada também já fez crochê, tear, patchwork e até se arriscou pro lado da música.

“Já tentei tocar bateria, pois tenho um tio baterista. Tentei também violão, mas meu negócio é escutar música, não produzi-la. hahaha”

Nossa Zappter Protagonista é bem eclética quando o assunto é música. De emo ao funk, seu repertório agrada todos os gostos.

“Na adolescência eu era do rock, era bem emo. Já fui até metaleira. Hoje eu escuto funk quando preciso me concentrar. Quem dança e ouve funk não consegue ficar parado.”

Surpreendentemente, a Carol também é crossfiteira e, durante a pandemia, precisou se reinventar para manter as atividades físicas em dia.

“Crossfiteiro não carrega pneu, começa por aí. Eu e meu marido montamos um box de crossfit para treinar em casa durante a pandemia. Essa é a nossa maneira de extravasar.”

Agora adivinha o nome que a Carol e seu marido Matheus, que também é desenvolvedor, deram para o seu Golden Retriever? BUGGY! Sim, Buggy! O cachorro ganhou esse nome tão representativo no universo da tecnologia da informação.

Atualmente Carol se aventura no universo do minimalismo, tentando viver com apenas o necessário e doando todo o resto.

“Depois que casei eu percebi como eu tinha coisas que nunca usava. Hoje eu só tenho uma cômoda, por exemplo. Minha meta no início da pandemia era transformar o meu armário e comecei a doar praticamente todas as minhas roupas.”

Conversando um pouco sobre família, Carol nos contou que seu apreço de hoje pelo minimalismo é uma consequência da maneira como ela consumia no passado.

 “Eu não venho de uma família rica, nunca tive muito dinheiro, mas a minha mãe sempre me deu de tudo e praticamente me criou sozinha, pois meu pai saiu de casa quando eu tinha 10 anos. Meu tio me dava os presentes caros e acabei ficando meio consumista.”

Ao ser perguntada sobre momentos marcantes e de superação em sua vida, Carol nos contou sobre a história de um professor da faculdade.

“Havia um professor na faculdade que me zuava muito. Eu era uma das únicas meninas na turma, então imagina… Ele vivia falando que meu trabalho de conclusão seria um robô que dançasse, por causa do meu amor pela dança. Ele nunca me levou muito a sério”

Coitado do professor!

“Mas por fim, meu TCC ficou impecável, e ao término da apresentação esse professor veio pedir desculpas pra mim e reconheceu que meu projeto tinha sido um dos melhores daquele semestre”.

O projeto em questão era um aplicativo de celular para pessoas interessadas em eventos políticos. No app seria possível ver e marcar manifestações, além de pesquisar por todos os políticos de todas as esferas do poder.

Para finalizar, Carol deu conselhos para pessoas que querem seguir a área de UX e UI.

“Se preocupem menos com o que as outras pessoas falam, pois se eu tivesse ido na influência dos outros eu nunca teria ido para a área de desenvolvimento e UX.”

“Se você tem vontade de conhecer algo, por mais obscuro e nebuloso que seja, não tenha medo de arriscar e tentar, tentar e tentar. Até conseguir.”

Pedimos para Carol escolher uma imagem ou meme que mais a representasse, e o resultado foi esse!

Você perdeu nosso episódio de estreia? Confira a história do Cláudio no Episódio #1: A única deficiência que existe é o preconceito.

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UX: O que você precisa saber para estar um passo à frente na era da experiência

 

Por Roque Sales, CX & UX Manager da Zappts

Responsável pela interação entre um indivíduo e um produto, serviço ou marca, o User Experience (no português, Experiência do Usuário) é o conceito que se tornou indispensável em aplicações e nos negócios digitais.  

Responsável pela interação entre um indivíduo e um produto, serviço ou marca, o User Experience (no português, Experiência do Usuário) é o conceito que se tornou indispensável em aplicações e nos negócios digitais.  

O termo nasceu na década de 90 e foi cunhado por Donald Norman, enquanto trabalhava na Apple. A ideia perpassa por toda a jornada do cliente com o produto ou serviço desde o primeiro contato entre eles até o consumo, considerando a aceitação e rejeição dele.

“Na década de 70, a experiência dos usuários com o produto era muito fraca. Eles compravam o computador, mas era muito grande para colocar no carro. Quando abriam a caixa dele em casa, era assustador, ninguém conseguia montar aquilo”, conta Normam em vídeo.

Depois dessa explicação, fica fácil entender que no User Experience, como o próprio nome em inglês sugere, o foco está no usuário. Por isso, neste artigo, te ensinaremos a definir as características deste usuário, explicar a importância do UX e as diferenças entre o UX e o User Interface (UI) e a aplicação da acessibilidade com UX. 

Como definir o usuário

Para construir um caminho sólido, mas ao mesmo tempo adaptável às mudanças de comportamento do usuário, é fundamental conhecer como ele age a determinada ação, além, é claro, de conhecer suas necessidades. 

O ponto de partida é sempre a pesquisa e não é só para saber a idade, sexo ou onde ele mora ou o nível de instrução que ela tem. É preciso ir além e saber o que leva uma pessoa a usufruir daquele produto ou serviço. 

Quando os smartphones se tornaram o dispositivo principal utilizado para acessar a internet, a forma de se desenvolver páginas web e aplicativos mudou drasticamente, tanto na forma do conteúdo quanto na tecnologia para tudo funcionar. 

Essas mudanças são identificadas a partir de testes e pesquisas, que devem estar em constante atualização. Não custa nada lembrar que o comportamento do usuário muda a todo momento, por isso, as ferramentas e tecnologias precisam acompanhar essas transformações e a pesquisa tem um papel muito importante neste processo. 

Por que UX é importante?

E você já parou para pensar por que o cuidado com a experiência do usuário (UX) é importante? Como já mencionamos, o usuário direciona todo o desenvolvimento do produto ou serviço, a fim de impactar diretamente em sua aceitação e engajamento.

O UX está conectado ao sentimento que usuário tem com o produto, desde o momento em que se relaciona com ele a primeira vez na vitrine de uma loja física ou no e-commerce. 

Pense em algo que você comprou. Quando ouviu pela primeira vez, achou interessante e resolveu pesquisar mais sobre ele.

Você com certeza quis saber se valia a pena. Em determinado momento, decidiu comprá-lo, mas antes, sua proximidade com ele aumentou e você começou a imaginar como seria seu cotidiano com aquele produto. 

Quando você comprou, já sabia como ia transportá-lo, em que lugar e momento ele seria utilizado e, principalmente, pensou na diferença que ele ia fazer na sua vida seja profissional ou pessoal.

Tudo isso faz parte da experiência do usuário ou cliente. A partir desse princípio, percebemos que, ao pensar em todos esses detalhes, fica bem mais fácil imaginar como construir um produto de qualidade. 

Quando o UX design é aplicado, você tem uma visão, mesmo que mínima, dos sentimentos despertados no seu cliente e pode criar oportunidade a partir deles. Tudo isso gera um maior engajamento entre os clientes e seu produto ou marca. 

Diferença entre UX e UI

Se você está iniciando na área do desenvolvimento de software já deve ter encontrado por aí outro termo que muitos confundem com o UX, é o UI (User Interface). Fique tranquilo, essa confusão é bem comum, até porque existe uma relação muito grande entre os dois. E é isso que vamos explicar.

Enquanto o UX cuida da experiência do usuário, a UI desenvolve a interface do produto ou serviço com base no levantamento realizado pelo UX design, a fim de proporcionar a melhor experiência ao usuário.

Isso quer dizer que a UI está ligada aos aspectos físicos do produto, tudo que o usuário terá contato, ou seja, a parte prática do projeto.

Mesmo que o trabalho seja imenso, nunca se esqueça que o foco está sempre no usuário, o UI constrói a interface entre ele e o produto, utilizando de todos os recursos disponíveis e necessários a fim de atender suas expectativas.

Como deu para perceber,  a User Interface é o que vai dar a cara e a maneira de agir com o produto e assim chegar ao melhor resultado. Por isso, é possível dizer que a UI é a ponte entre a UX e o usuário.

UX e acessibilidade

A acessibilidade é um fator que deve ser constantemente observado no User Experience? Quem pensa que acessibilidade está ligada a apenas aspectos arquitetônicos de um produto ou serviço, saiba que ela vai muito além e o UX tem tudo a ver com isso.

A acessibilidade é um conjunto de processos e condições que visam diminuir qualquer tipo de barreira entre o usuário e ambiente que limita a participação dele.

Na prática, se o usuário não conseguir usufruir do produto de alguma forma, a experiência não foi agradável e completa. Essas barreiras podem ser encontradas de algumas maneiras como: arquitetura do produto, além da forma de comunicação com ele, o que inclui o acesso à informação de imagens, áudio ou texto.

Outro ponto importante no quesito acessibilidade é o método que o produto pode ser usado. Dentro do UX é preciso se pensar quais as formas que o usuário com alguma deficiência física, motora, sensorial ou intelectual vai poder utilizá-lo.

O UX precisa sempre considerar como aquele usuário experimenta também o mundo a sua volta,  o que torna às vezes necessário pensar em um instrumento para auxiliar no uso desse produto. Tudo isso, pode ser levantado durante o desenvolvimento na UX, com foco no conforto e autonomia.

Agora que você já sabe o que é UX e como ele pode pode transformar a relação entre seu cliente e seu produto, que tal se aprofundar mais no assunto? Clique aqui e confira nosso infográfico gratuito sobre como aplicar o User Experience para criar aplicações e interfaces mais acessíveis.
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