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Entenda como as empresas do setor de varejo no Brasil estão se transformando em verdadeiras instituições financeiras. 

Os últimos dois anos têm sido uma verdadeira reviravolta para as empresas do setor de varejo. Os modelos tradicionais de prestação de serviço já não fazem sentido para os consumidores cada vez mais conectados e exigentes. Adicionando neste caminho uma pandemia de Covid-19, um conflito entre nações e seus impactos econômicos, e as rápidas mudanças tecnológicas e de comportamento, empresas do setor de varejo estão correndo para conquistar vantagens competitivas através da ‘fintechzação’, oferecendo aos seus clientes diversos serviços financeiros antes apenas disponibilizados por bancos e instituições financeiras.

Porém, o mundo financeiro e o do varejo sempre estiveram conectados. À medida que a tecnologia avança, eles estão cada vez mais próximos, lidando com mudanças no comportamento dos consumidores e abrindo novas frentes de negócio em prol de sua sustentabilidade financeira. 

Com clientes cada vez mais imersos na tecnologia, e com a troca de poder de compra entre gerações, diversos mercados estão acelerando sua transformação digital, e muitas delas, como o setor de varejo, estão começando a oferecer aos seus clientes contas digitais, empréstimos e outros serviços financeiros. A forma como os consumidores compram e a maneira como os varejistas vendem, mudou drasticamente graças aos recursos tecnológicos e, com isso, novas oportunidades de negócios surgem.

Cada vez mais as empresas precisam ajudar seus usuários a resolver desafios no ponto de venda físico e online. Soluções de pagamento inovadoras estão trazendo o comércio unificado para as plataformas, ajudando seus usuários a vincular seus canais de vendas online e offline.

Separamos alguns pontos de atenção que o setor de varejo está levando em consideração em seu processo de ‘fintechzação’.

A mudança na jornada digital do cliente

A pandemia potencializou a maior mudança já vista referente à experiência que consumidores têm ao fazer compras. Se antes, comprar comida, roupa ou medicamentos por meio dos canais digitais era apenas uma opção, com a crise do coronavírus ela se tornou uma necessidade. Empresas que já estavam com seus pontos de contato digitais “prontos” saíram na frente e conseguiram aumentar sua participação de mercado. Outras empresas, no entanto, tiveram que tirar da gaveta seu planejamento de digitalização e acelerar a criação e otimização de seus canais digitais, com o objetivo de não perder clientes e oferecer a eles uma experiência única e personalizada de compra.

Vimos algumas grandes empresas do varejo reformulando seus e-commerces e criando campanhas de marketing para trazer clientes novos e antigos para esta nova experiência de compra. Porém, seja por desalinhamento entre áreas, ou pela falta de infraestrutura digital, muitas delas tiveram seus sites hackeados e outras ficaram dias fora do ar durante o início da pandemia.

QR Code, PIX e novas formas de pagamento

A tecnologia de pagamentos vem avançando como nunca, ajudando as empresas a digitalizar a interação com seus clientes e oferecendo transações mais simplificadas e instantâneas. Mesmo não sendo uma novidade, o PIX vem sofrendo diversas evoluções por parte do Banco Central, e hoje é usado por 71% dos brasileiros. Da possibilidade de parcelamento via PIX, a pagamentos por QR Code, a pandemia levou muitos varejistas a aproveitar o poder dos meios de pagamento. Isso permite que eles permaneçam competitivos, porém existem desafios que o setor varejista ainda precisa aprender com o setor financeiro. 

Consolidamos em um estudo as 5 principais tendências tecnológicas no setor financeiro em 2022 que, sem dúvida, pode ajudar empresas do setor varejista que estejam se aventurando na oferta de serviços financeiros aos seus clientes.

Segurança da informação e adequação à LGPD

Os tokens de pagamento como o PIX são o exemplo perfeito de como garantir agilidade e segurança na hora de realizar uma transação financeira. Os tokens substituem dados confidenciais e melhoram a experiência de pagamentos. Dados confidenciais, como números de contas primárias, são substituídos por um token em tempo real, o que significa que dados confidenciais não precisam ser usados ​​em uma transação.

Isso reduz drasticamente a chance de fraude porque o token de uso único não pode ser hackeado. Os tokens, portanto, permitem que os consumidores salvem ou compartilhem com segurança seus detalhes de pagamento com os varejistas em uma plataforma, abrindo a possibilidade de pagamentos com um clique (ou mesmo sem clique).

Para os varejistas, os tokens ajudam a melhorar as taxas e conversões de autorização de pagamento, o que significa clientes mais satisfeitos e pagamentos mais ágeis.

O poder dos Dados com a sapiência da Inteligência Artificial 

Contra dados não há argumentos. A digitalização do setor varejista trouxe uma infinidade de dados que podem ser manipulados para gerar informações valiosas que consequentemente podem virar conhecimento e serem aplicados de modo a gerar ganhos e diferenciais competitivos. Atrelando isso à tecnologia de inteligência artificial, as empresas do setor varejista estão ganhando agilidade na automação de algumas tomadas de decisão.

As tecnologias que são baseadas em dados e que trabalham em conjunto com a IA potencializam as operações das instituições em termos de eficiência e escalabilidade. O desafio está em transformar trabalhos repetitivos em códigos que aceleram a tomada de decisão por parte de gestores e de consumidores de serviços financeiros no varejo.

Segundo pesquisa da IDC, o setor de varejo é o único que pretende ter um investimento em IA maior do que o setor bancário nos próximos anos. As possibilidades do uso de IA são grandes, e impactam todos os departamentos das instituições que oferecem serviços financeiros como, por exemplo, para o tratamento das solicitações de crédito. 

A ascensão da economia de plataforma

Plataformas e marketplaces ganharam muita penetração durante os últimos anos. Diversas empresas como Amazon, Mercado Livre, Magazine Luiza, Americanas, entre outros, expandiram suas ofertas durante a pandemia de modo a conquistar novos clientes para suas plataformas.

Esses marketplaces, com seus recursos de pagamento integrados, são ideais para pequenos e médios varejistas que não têm recursos para desenvolver seu próprio portal de comércio eletrônico. Para oferecer a melhor experiência a essas empresas, é crucial que as plataformas e os marketplaces possam oferecer processos de integração simplificados e pagamentos rápidos.

Isso torna os pagamentos uma peça vital do quebra-cabeça para as plataformas. Apesar de oferecer simplicidade aos usuários, as plataformas podem ser complexas nos bastidores. Classificar pagamentos e remover atritos gera um enorme valor agregado para o setor. Acertar uma vez na experiência de compra digital em uma plataforma, potencializa as chances de uma recompra no médio prazo.

Pensamentos finais

O varejo evoluiu mais nos últimos 2 anos do que nas gerações anteriores. Ser capaz de aproveitar ao máximo a tecnologia de pagamento e a diversidade é essencial para os varejistas vencerem a batalha pela atenção e sucesso do cliente.

O processo de pagamento tornou-se uma parte crucial da experiência do cliente. Os varejistas devem procurar as mais recentes práticas adotadas por instituições financeiras para ajudar a garantir que acompanhem a natureza mutável das demandas dos clientes.

Em conclusão, o setor de varejo vem passando por uma transformação graças à tecnologia inovadora que as empresas de tecnologia vêm criando há mais de setenta anos, e não há sinal de que isso pare tão cedo. Será interessante ver como os varejistas irão se diferenciar com a oferta de novos produtos financeiros aos seus clientes nos próximos anos.

*Por Gabriel Figueira, especialista em comunicação digital e análise e desenvolvimento de sistemas, formado pela ESPM, UFF e Fatec. É Head de Marketing na Zappts.


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