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Episódio #3: Felipe.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa “full remota” focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso último episódio? Confira a história da Carol no Episódio #2: Uma desenvolvedora bailarina e crossfiteira

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Felipe tem 23 anos, é natural de Paraíso do Tocantins (TO) e se considera o primeiro “import de sucesso” da empresa.

Ele iniciou seu desenvolvimento na Zappts em fevereiro de 2019, época livre de pandemia. A Zappts foi e é o primeiro emprego dele.

Ele viajou 2 dias inteiros, com seu pai e irmão, de Paraíso do Tocantins/TO até São José dos Campos/SP, onde fica a sede da Zappts. Mas essa história nós vamos contar um pouco mais a frente.

“Eu sou filho do Seu Francisco e da Dona Raimunda, irmão do Gabriel, e somos cristãos. Nasci em uma cidade pacata no interior do Tocantins, com aproximadamente 40 mil habitantes.”

Nosso Zappter Protagonista da semana nos contou que sempre se deu bem na área de exatas e, graças ao seu irmão, decidiu aprender sobre tecnologia da informação.

“Eu queria muito estudar engenharia ou administração. Eu estava bem incerto, até que meu irmão começou a estudar ciência da computação, e isso virou uma chave dentro de mim”.

Ainda no ensino médio, Felipe começou a estudar lógica e a linguagem C, fruto de sua participação no time de robótica do colégio.

“Sempre quis aprender sobre Engenharia Mecatrônica, mas não tinha esse curso nas faculdades de Tocantins. Então o mais próximo disso era Ciência da Computação, que foi o que eu estudei”.

Felipe entrou na Universidade Federal do Tocantins e nessa época viajava todos os dias de sua cidade natal até Palmas, aproximadamente 2h contando ida e volta.

“Nessa época eu saía de casa às 6 horas da manhã e só voltava meia-noite. Foi uma época muito corrida. Fiz parte do centro acadêmico, da atlética, desenvolvi o aplicativo da rádio da universidade, fiz monitorias e estágios tudo dentro da faculdade”.

Nosso protagonista nos contou que, durante os 4 anos de faculdade, aprendeu não apenas ciência da computação, mas também sobre finanças e teorias filosóficas.

“Sempre precisei custear minha alimentação e transporte. Então desde o primeiro semestre eu fazia estágio. Queria minha independência financeira, então comecei a estudar finanças.”

Assim como outros Zappters, Felipe também é um criptolover, investidor de criptoativos como o Bitcoin e o Ethereum. 

“Lembro de uma aula de Sociedade e Tecnologia na faculdade em 2017 que o professor nos ensinou sobre Bitcoin. Eu adorei. Comecei fazendo day trade, mas percebi que era melhor eu fazer “hodl” (gíria do mundo cripto que significa “segurar”). Hoje eu só compro e “holdo” pro futuro”.

Porém, não apenas de coisas boas é feita a vida. Nosso protagonista quase trancou a faculdade para ajudar a família.

“Minha mãe teve câncer durante minha faculdade, e pensei em largar tudo para ajudá-la. Mas tanto ela como meu pai bateram o pé para que eu continuasse estudando.”

Depois de 1 ano de tratamento, Dona Raimunda se recuperou. E hoje Felipe é mais do que grato aos pais por não terem deixado que ele saísse da faculdade.

“A gente nunca espera que isso vá acontecer na nossa família, mas graças a Deus ela se recuperou, e eu pude continuar os meus estudos”.

Ainda sobre o período universitário, perguntamos a ele sobre seu trabalho de conclusão de curso, e ele nos respondeu que o tema foi sobre inteligência artificial. 

“Meu TCC foi o desenvolvimento de um algoritmo genético para selecionar os melhores hiperparâmetros para um algoritmo de árvore de decisão, Árvore de Classificação e Regressão – CART.”

Ele tentou traduzir:

“Basicamente o algoritmo CART tem uma série de hiperparâmetros que são configurados antes da fase de conhecimento da base de dados, com isso, a árvore gerada pode ser diferente de acordo com os valores adotados para o seus parâmetros.”

Agora todo mundo entendeu, certo?

“Assim, utilizei um algoritmo genético  para identificar o melhor conjunto de hiperparâmetros de acordo com a base de dados selecionada, obtendo melhor taxa de acerto e reduzindo o tamanho da árvore final gerada”

Até o meio da faculdade Felipe queria seguir a área acadêmica, com sonhos de fazer mestrado na cidade de São Paulo, a 1.700 km de Palmas.

“No final do curso tive matérias sobre empreendedorismo, finanças e tudo mais. A partir daí percebi que não queria mais ir para a área acadêmica. Assim acabei indo pra vida, digamos assim”.

Ao finalizar o ensino superior, Felipe começou a disparar currículo para todos os lados, especialmente para a região sul e sudeste do país. Até então ele não conhecia a Zappts, mas isso estava prestes a mudar.

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“Na mesma semana eu colei grau na faculdade, consegui meu primeiro emprego e mudei para outro estado”.

Em um sábado, em casa, Felipe recebeu uma ligação. Era a área de recursos humanos da Zappts querendo marcar uma entrevista para conhecer melhor sobre sua história.

“Eu tava em casa e me ligaram para fazer uma entrevista rápida. No final a pessoa me disse que a empresa achou muito interessante que eu estava me candidatando a uma vaga de tão longe”.

Na época, Felipe procurou por informações sobre a Zappts na internet e não achou muita coisa. Ele nos contou que a empresa ainda estava praticamente começando e por isso não havia muita informação disponível na internet.

“Depois disso o Rodrigo (sócio da empresa) me ligou e o papo foi sensacional. Falei dos meus projetos na faculdade e dos estágios que fiz, até que ele me fez a proposta de trabalhar na Zappts e eu aceitei na hora”.

Uma vez formalizada sua contratação, Felipe foi adicionado em um grupo de whatsapp com outros colaboradores da empresa para realizar os preparativos para iniciar na empresa. 

“Lembro do Rodrigo me perguntando se eu tinha certeza se queria realmente mudar de cidade. Ele me disse que queriam investir em mim, e não desejavam que eu desistisse depois de 3 meses longe de casa”.

Agora sim! Assim começou a jornada do nosso protagonista rumo à São José dos Campos.

“Foram 2 dias de viagem. Eu, meu pai e meu irmão saímos de Paraíso do Tocantins até São José. A cidade era 20 vezes maior do que minha cidade natal, e o IDH super alto”.

Nessa época a empresa tinha acabado de mudar de sede para uma casa. Éramos apenas 20 pessoas e o crescimento foi acontecendo rapidamente.

“Chegamos em uma quinta-feira à tarde, ainda em horário comercial. Então fomos logo para o endereço da empresa, pelo menos para ver como era do lado de fora”.

Ao chegar, Helena – colaboradora da empresa – estava na janela e gritou: “O Felipe chegou!”

“Foi muito legal e emocionante. Meu pai me entregou para a empresa, no meu primeiro emprego. Foi uma choradeira, todos nós choramos juntos. Eu, meu pai, o Pablo, todo o pessoal da empresa emocionada”.

Felipe nos contou que foi um clima de felicidade e tristeza ao mesmo tempo. Por um lado, ele percebeu que seria muito feliz na Zappts, mas por outro estaria longe de sua família”.

“Nunca vi meu pai chorar tanto. Durante a viagem ele já veio chorando, mas ao chegar na empresa ele caiu em prantos”.

Nosso homenageado da semana nos disse que sua família ficou apenas 3 dias na cidade, ajudando-o a achar um local para morar. 

“Eu morava em uma república de estudantes, então meu quartinho era a minha casa, onde eu fazia praticamente tudo. E sim, eu faria tudo de novo.”

Como muitos devs, Felipe também percorreu diversas áreas da tecnologia da informação, começando como desenvolvedor mobile iOS.

“Meus primeiros 5 meses de Zappts foram como desenvolvedor iOS, mas graças à política de rotatividade da empresa, tive a oportunidade de conhecer outras frentes de desenvolvimento”.

De mobile iOS ele foi para o time de front-end para desenvolver o sistema do mesmo cliente para o qual trabalhou com desenvolvimento mobile.

“É uma coisa que eu gosto muito. Desenvolvimento de interface, web, além das skills em mobile. Aqui na Zappts aprendo todo dia, tipo linguagens híbridas, objective C, entre outras.”

Felipe nos contou que sonha em ser uma referência técnica em front-end mobile e web, para ter cargos de liderança como o de Squad Leader e de Tech Lead.

“No futuro me vejo trabalhando como Tech Lead, com a bagagem técnica que venho acumulando, mas também com as soft skills que venho desenvolvendo aqui na empresa.”

Perguntamos a ele se com a pandemia ele foi trabalhar lá do Tocantins ou se manteve seu home office em São José dos Campos.

“O remoto me permite trabalhar de lá, mas não quero voltar agora. Meus pais estão bem de saúde e aqui consigo fazer mais networking e aprender com meus pares do trabalho”.

Mesmo assim, em 2020, Felipe ficou 2 meses trabalhando na casa dos pais, em Paraíso do Tocantins. 

Segundo ele, foi uma excelente oportunidade para estar perto da família e da sua esposa, Luciana, que o Felipe conhece desde os 12 anos de idade.

Por falar nisso, Felipe pediu Luciana em casamento em São José dos Campos e hoje ela também mora na cidade. 

“Ela sempre teve vontade de morar em um lugar mais frio, digo, menos quente que Tocantins.”

Perguntamos também sobre fatos curiosos de sua vida, e descobrimos que Felipe é um flamenguista fanático.

“Uma vez fiz um bate e volta de Paraíso do Tocantins até Brasília, uns 900 quilômetros, só pra ver o mengão jogar.”

Além do time de futebol, Felipe também é fã de outros esportes em que o Flamengo é referência, como e-games.

“Acompanho o time do flamengo de jogos eletrônicos como o Free Fire e o LOLzinho (League of Legends)”.

Por fim, perguntamos o que ele falaria a si mesmo quando ainda não era um Zappter.

“Naquela época eu tinha alguns medos, então falaria para eu não ter medo. Nós sempre esperamos o pior, e eu tinha medo de não encontrar pessoas boas, felizes e que agregassem na minha vida.”

“Graças a Deus eu encontrei pessoas maravilhosas nessa cidade. Então eu falaria que: onde quer que você esteja, você vai encontrar pessoas boas!”.

Também conhecido como “Potó” (um peculiar inseto muito presente no Tocantins), Felipe escolheu esse gif para ilustrar sua história.

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