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Episódio #4: Gabriel Ribeiro.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa “full remota” focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso último episódio? Confira a história do Felipe no Episódio #3: Os 2 dias de viagem que mudaram minha vida.

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Gabriel Ribeiro é natural de Volta Redonda, interior do Rio de Janeiro, conhecida como a cidade do aço.

Ele tem 25 anos, cursou psicologia pela UBM com bolsa integral e atualmente faz uma pós graduação em sexualidade humana na CBI of Miami, curso realizado pela Celso Lisboa no Brasil.

Nosso Zappter Protagonista integra o time de People da Zappts e faz parte do nosso Comitê de Diversidade, grupo responsável por criar políticas e ações voltadas à inclusão de grupos minoritários na empresa, como LGBTQIA+, negros, mulheres e PCD.

Gabriel nos contou que desde que entrou na faculdade tinha o sonho de trabalhar com pessoas, em especial com psicologia clínica. Porém, o universo da gestão de pessoas foi chegando de mansinho, fazendo com que ele também abraçasse essa função.

“Minha história é meio RH e meio psicologia clínica. Durante o dia sou um Zappter, já à noite faço atendimentos clínicos.”

Horas antes de ser entrevistado, Gabriel estava em uma entrevista com um candidato que acabara de se tornar pai, e nos contou que esse dia a dia escutando as pessoas é o que lhe dá forças.

Nos últimos anos de graduação, Gabriel começou a estagiar na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e ali começou sua jornada pela área de recursos humanos.

“Na CSN eu vi a oportunidade de trazer humanidade para dentro dos processos da empresa. Adoro a dinâmica de ouvir a história das pessoas, de saber a vida dos candidatos e entender seus potenciais pessoais e profissionais.”

Após o estágio, Gabriel foi efetivado como Analista Júnior de RH, mas, com a pandemia, ele e mais outros 200 funcionários da empresa perderam o emprego.

“Foi horrível, devastador, muito difícil pra mim. Precisei trancar a pós-graduação na época porque estava financiando um carro.”

Gabriel disse que nesse momento, então desempregado, viu que tinha em suas mãos o “benefício da escolha”.

“Quando você está desempregado você sente um vazio angustiante, mas ao mesmo tempo é um vazio desafiador e cheio de oportunidade.” 

Ao se deparar com essa situação, nosso protagonista abriu seu CRP – assim como o CRM para médicos, o CRP é o registro para psicólogos -, e começou a realizar atendimento clínico online.

“Todo mundo vivia falando que como psicólogo clínico eu iria passar fome, mas mesmo assim eu tentei.”

E deu muito certo. Para sua surpresa, Gabriel em 2 meses já estava com a agenda lotada, com 30 a 40 atendimentos por semana.

“Meu emprego era full time com atendimento clínico, e minha remuneração era até maior do que eu tinha como analista.”

Gabriel nos contou que se sentia completamente realizado com o fato de poder ajudar pessoas trabalhando de casa.

Até que surgiu a possibilidade de sair de Volta Redonda e desbravar novos horizontes.

“Gosto muito da minha cidade, mas eu sentia que ela tinha ficado muito pequena para mim.”

“Queria uma cidade com maiores possibilidades, para me abrir para o mundo, e sabia que precisava estar mais perto de São Paulo.”

Com um novo objetivo traçado, Gabriel ponderou 2 fatores para sua tomada de decisão: um positivo e outro negativo.

“Meu irmão já estava morando em São José dos Campos/SP, mas por outro lado a pandemia estava – e ainda está – pegando fogo.”

Com a cara, com a coragem e com pensamento positivo, Gabriel começou a planejar sua ida a São José dos Campos.

“Meu plano era mudar em abril de 2021, porém um sinal do universo apareceu para mim em novembro de 2020.”

Nessa época, um apartamento no prédio onde o irmão dele morava estava disponível para aluguel, totalmente mobiliado.

“O valor estava dentro do meu orçamento, e poder morar no mesmo prédio que o meu irmão foi um motivador para eu não esperar mais tempo e ir logo pro interior de São Paulo.”

Nos últimos dias de dezembro de 2020, Gabriel já estava no novo apartamento e teve a oportunidade de passar o ano novo com seu irmão e sua cunhada.

“Nesse tempo eu estava muito feliz com as atividades clínicas, mas sentia saudade do RH. Foi quando eu comecei a estudar a possibilidade de voltar ao mundo corporativo”.

Gabriel começou então a participar de processos seletivos até que a Zappts chegou em sua vida.

“Estava participando em 2 processos, um para uma consultoria presencial e outro para a Zappts, emprego 100% remoto e com uma cultura que me surpreendeu desde o início.”

Nosso protagonista nos contou que na Zappts ele sempre pode ser quem ele é, independente de sua orientação sexual.

“Eu me descobri bisexual no ensino médio. No início eu achei que era gay, mas um amigo me perguntou se eu também gostava de meninas, e entendi que meu gosto por meninos não anulava meu gosto por meninas.”

Gabriel nos contou que esse foi um longo processo e que graças ao apoio de sua mãe, seus familiares e seus amigos, nunca se sentiu diminuído por isso.

“Sou privilegiado por ter uma família com a cabeça aberta. É fácil para mim, homem branco, bixesual, ‘passável’ por hétero falar sobre esse tema.”

Com o passar do tempo ele entendeu que ser bissexual não era meramente uma característica sua, e sim uma parte de sua identidade.

“O mais difícil mesmo foi no ensino médio. Mais do que as piadinhas no colégio, a batalha que eu tinha era interna, de aceitação comigo mesmo.”

Gabriel disse que com o tempo as coisas foram melhorando, mas que sem dúvida o ensino médio foi o período mais difícil para ele.

“Sofria muito bullying no colégio. Me chamavam de viadinho, baleia, e com o tempo fui criando uma armadura para não deixar essas coisas me afetarem.”

Hoje, nosso protagonista diz que não se importa mais com isso e se sente no dever de ajudar outras pessoas que também passam por essas situações.

Em 2016, Gabriel começou a fazer parte de um ONG voltada a questões LGBT, onde coordenava um grupo de apoio para jovens.

“Era um papel de conversar, de estar ali com a escuta ativa, em estar disposto a dialogar.”

Ele nos contou que nessas rodas de conversa escutava muitos jovens que ainda moravam com os pais sofrendo muito, mas, segundo ele, com o tempo tudo melhora.

“Quando ainda moramos na casa dos nossos pais qualquer conflito devido a nossa sexualidade parece o fim do mundo, mas com o tempo, quando vamos para a vida, percebemos que o conceito de família é muito maior.”

Gabriel disse que, com o tempo, todos nós encontramos nosso espaço, e que a família muitas vezes é formada pelos nossos amigos, colegas de trabalho e pessoas que encontramos eventualmente.

“O mundo é muito maior do que nossa casa, do que a igreja, e é fundamental gostarmos de quem nós somos para termos tranquilidade na vida.”

“Todos nós encontramos nosso espaço, nosso pertencimento, sabe? O local que podemos ser quem somos sem medo.”

Infelizmente, o preconceito e a homofobia também fizeram, e fazem, parte da história de Gabriel.

“Dei uma entrevista para a Rede Globo durante a parada LGBT na minha cidade, cheio de glitter e segurando a bandeira, mas nunca achei que teria uma repercussão como a que teve.”

Gabriel nos contou que o assunto repercutiu por toda a empresa na qual ele trabalhava na época. 

“Pelos corredores eu ouvia…Gabriel é isso, Gabriel é aquilo.”

“Isso é justamente um aspecto de que eu gosto aqui. Desde o começo senti liberdade para poder falar abertamente sobre minha sexualidade aqui na Zappts.”

Nosso protagonista disse que viemos de uma cultura em que não se fala de gênero e de orientação sexual, apenas se fala sobre “respeitar a diferença”.

“Era um papinho de respeitar as diferenças, mas nunca se falava abertamente sobre o assunto no meu trabalho anterior.”

Gabriel acredita que tratar esse tema como um tabu não ajuda, pois apenas falando abertamente sobre o assunto podemos promover mudanças significativas na sociedade.

“Junho é o mês de visibilidade e orgulho LGBTQIA+, e tive a honra de ser convidado para uma mesa redonda para falar sobre identidade e orientação sexual em Volta Redonda, e poder contar sobre a minha história também”.

Há 3 anos Gabriel participa desses eventos, fundamentais para desmistificar o tema e quebrar todos os tabus que ainda existem quando falamos de sexualidade.

“O Brasil é o país que mais mata gays no mundo, e a falta de informação é amiga do obscurantismo. Então, por que será que as pessoas se incomodam tanto com um beijo gay na novela? Desinformação.”

Enquanto não se discute abertamente sobre isso, as pessoas da comunidade LGBTQIA+ continuam sendo invisibilizadas. 

“A população trans, por exemplo, transgêneros e travestis, são as mais invisíveis de todas, até dentro da própria comunidade.”

Gabriel concorda que não podemos nos calar. Falar apenas em “respeitar a diversidade” é alimentar justamente o discurso dos preconceituosos e LGBTfóbicos. 

“Quando a Zappts publicou no dia das mães a história de uma colaboradora gay, eu achei demais. Muitos candidatos perguntam sobre nossa diversidade e eu digo para que eles vejam em nossas redes sociais e blog.”

Nosso Zappter Protagonista nos contou que a crescente onda de conservadorismo também o preocupa muito.

“Vemos uma crescente no fascismo em todo o mundo. Não estou usando eufemismo, são pessoas literalmente carregando suásticas nazistas pela rua, o que me dá pavor.”

Para Gabriel, isso só mostra como os avanços da comunidade vêm incomodando os conservadores. Por essa e por outras, ele começou a estudar mais sobre sexualidade.

“Na pós eu estudo sobre a história da sexualidade, o que me faz refletir sobre a identidade sexual em geral. Como práticas sexuais vistas como normais na antiguidade são hoje tratadas com tamanho preconceito?”

Gabriel nos contou que não entende como o tema da sexualidade ainda é um tabu no mundo. 

“Não faz sentido nenhum. Quando perguntadas por que são homofóbicas, as pessoas não sabem nem justificar.”

Para nosso protagonista é fundamental separar o discurso da prática, mas as duas coisas devem andar lado a lado.

“Temos um programa real na Zappts que propõe o aumento do nosso índice de diversidade. Não é só discurso pras redes sociais, nós falamos abertamente sobre isso aqui dentro, mas também praticamos a inclusão através desse programa.”

Gabriel se refere ao nosso programa de incentivo para indicação de vagas. 

“Cada vez que uma pessoa indicada por outro Zappter é contratada, a pessoa que indicou ganha R$250. Se a pessoa contratada se identifica como uma pessoa LGBTQIA+, a pessoa que indicou o profissional ganha um bônus de R$300.”

Para finalizar, Gabriel expressou sua gratidão por fazer parte da empresa e ter a oportunidade de deixar sua “pegada” na Zappts.

“Sou uma pessoa muito grata e feliz hoje. Não conseguiria mais me inserir em uma empresa conservadora, pois aqui me sinto aceito e não preciso esconder nada.”

“Agora que eu senti o gosto de ser quem eu sou, nunca mais vou abrir mão disso!”

Você perdeu nosso 3º episódio? Confira a história do Felipe no Episódio #3: Os 2 dias de viagem que mudaram minha vida.

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